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Cleber Toledo
Blog CT
Cleber Toledo é jornalista desde 1992, com passagens por jornais em Paraná, São Paulo e Tocantins. Fundador do Portal CT.

Bancada discute nesta 4ª proposta de aumentar investimentos de emendas em grandes cidades

CLEBER TOLEDO 17 de Oct de 2017 - 20h27
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A bancada federal se reúne às 10 horas desta quarta-feira, 18, no gabinete do coordenador, senador Vicentinho Alves (PR). O encontro era para ter ocorrido na tarde desta terça, 17, mas foi adiada por conta da sessão para avaliar a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de afastar o senador Aécio Neves (PSDB-MG).

Na pauta da reunião dos congressistas tocantinenses, uma reivindicação que vem sendo trabalhada há duas semanas pelo prefeito de Araguaína, Ronaldo Dimas (PR). Ele quer que o governo do Estado abra mão de uma das duas emendas impositivas de bancada, que historicamente vão para o Executivo estadual, para favorecer os grandes municípios tocantinenses.

Tradicionalmente, os congressistas contemplam as prefeituras com emendas que variam de R$ 300 mil a, no máximo e em poucos casos, R$ 1 milhão. Acontece que este é um valor ajuda os pequenos municípios, mas é insignificante para os grandes.

Cada emenda de bancada chega a algo em torno de R$ 60 milhões. A sugestão é de que uma deste valor vá para o governo do Estado e outra para uma das grandes cidades. Os maiores municípios seriam contemplados, um por ano. Ou seja, num ano, por exemplo, todo esse valor iria para Araguaína, no outro para Palmas, depois Gurupi e assim sucessivamente. Nessa classificação de "grande" se enquadrariam as cidades com mais de 50 mil habitantes.

O governador Marcelo Miranda (PMDB) e o senador Vicentinho Alves se mostraram sensíveis à reivindicação na reunião sobre o tema nessa segunda-feira, 16, com a participação e concordância também dos deputados federais César Halum (PRB) e Lázaro Botelho (PP). Contudo, a questão precisará ser debatida na reunião da bancada da manhã desta quarta-feira.

Zé Roberto quer entregar título de Cidadão Tocantinense a Lula

CLEBER TOLEDO 17 de Oct de 2017 - 16h32
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Foto: Dicom AL/Divulgação
O deputado estadual José Roberto (PT) apresentou na Assembleia na tarde desta terça-feira, 17, projeto de lei que concede título de Cidadão Tocantinense ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Zé Roberto, que é presidente regional do PT, disse que o diretório do Tocantins está fazendo todos os esforços para trazer Lula e sua caravana que está rodando ao Brasil para o Estado em novembro, quando, então, pretende fazer a entrega do título de cidadania ao líder petista.

Dimas, Lázaro e Halum se entendem e consolidam grupo com Marcelo e Vicentinho

CLEBER TOLEDO 17 de Oct de 2017 - 14h56
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Foto: Divulgação
Um novo grupo começa a se consolidar apontando para 2018. O prefeito de Araguaína, Ronaldo Dimas (PR), e os deputados federais Lázaro Botelho (PP) e César Halum (PRB) se reuniram com o governador Marcelo Miranda (PMDB) e o senador Vicentinho Alves (PR) - na foto -, nessa segunda-feira, 16, no Palácio Araguaia.

Os três se colocaram à disposição no que chamaram de "um pacto por Araguaína” e para estarem todos juntos no processo eleitoral do ano que vem.

Com isso, Dimas se reaproxima das duas forças que se colocaram contra ele nas eleições de Araguaína no ano passado, Lázaro e Halum. A esposa do pepista, a deputada estadual Valderez Castelo Branco (PP), foi candidata a prefeita contra Dimas, com Nahim Halum, irmão do parlamentar do PRB, de vice.

A um ano das eleições

CLEBER TOLEDO 17 de Oct de 2017 - 09h54
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Foto: Márcio Vieira/Secom Tocantins
Palácio Araguaia, na Praça dos Girassóis, símbolo do poder no Tocantins
Dentro de um ano o Tocantins terá um novo governador eleito ou reeleito. Será o início de uma nova etapa na vida do Estado, que acabará de ter completado seus 30 anos. A corrida sucessória hoje ainda é uma grande incógnita, em que novos nomes surgem, outros que se colocam como pré-candidato já se enfraquecem e ainda há aqueles que se debatem na tentativa de se firmar.

O interessante é observar que o Estado saiu do maniqueísmo Marcelo-Siqueira, que marcou meados dos anos 2000 e, melhor ainda, da hegemonia siqueirista dos anos 1990. O Tocantins, com todos os profundos problemas que ainda precisa superar, vive um momento de ebulição democrática, como sempre desejamos, com várias correntes disputando o poder. Isso aumenta as possibilidades diante do eleitor.

Mesmo que dos nomes colocados só sobrevivam duas ou três candidaturas após as convenções, ainda assim o processo terá sido mais abrangente do que no passado. Os que conseguem, ao final, se manter na disputa também passaram por um filtro de opinião pública. Afinal, não existe candidato de si mesmo. Só passam pela convenção aqueles que fazem com que seus partidos e aliados percebam que suas pretensões eleitorais ressoam pelas ruas de todo o Estado, o que não deixa de ser uma espécie de primárias.

Da dualidade restritiva que os primeiros da vida pública do Estado submetiam à escolha de seus cidadãos, hoje vemos seis pré-candidatos competitivos tentando convencer os líderes de que contam com apoio popular para ingressar na disputa. Essa é uma excelente notícia.

É uma regra básica de mercado: se a oferta é maior que a procura, preço e qualidade tendem a ser melhores. Significa que os pré-candidatos precisam se dobrar à sociedade e se conformarem às necessidades dela. Lógico que, para esse processo de legitimidade representativa se completar, o eleitor ainda deve aprender a se organizar para cobrar e pressionar no período do exercício do poder. Mas havemos de chegar lá. Afinal, a experiência democrática, os erros coletivos sucessivos e o preço que pagamos por eles têm ensinado e indicado que é urgente uma nova postura não só do político, mas também do cidadão em relação a seus representantes.

Por isso, a profunda crise do Brasil e do Tocantins tem seu lado positivo. Individualmente e coletivamente, aprendemos muito mais com os erros e derrotas do que nos acertos e vitórias. Do abismo em que nos encontramos, as lições são várias e algumas delas a coluna tem repetido com certa constância — propositalmente.

A primeira é que não existe salvador da pátria. O representante popular não é um deus ou um iluminado, a despeito de qualquer valor individual que venha a ter. É um ser humano que saiu de uma sociedade imperfeita, que erra e acerta. Assim, precisa ser cobrado e pressionado durante todo o período do exercício do mandato.

A segunda lição que precisamos tirar é que o erário não é um saco sem fundo e governos não têm máquina de fazer dinheiro. Essa profundidade é proporcional à capacidade contributiva da sociedade, que chegou ao limite e não é mais possível se alargar. Assim, o Poder Público, para respirar e voltar a investir, deve promover o aumento do tamanho da economia e reduzir seu peso. Só assim se tornará mais eficiente.

Como consequência das duas primeiras, a terceira lição que devemos tirar é que não podemos cair em conversas fáceis, soluções mágicas e discursos que atuam como canto de sereia. Reclamar depois não vai adiantar. O candidato ideal precisa admitir que a saída para os graves problemas do Tocantins é penosa e exigirá sacrifício de todos. Se não fizer isso, é um embusteiro.

Faltando menos de 12 meses para as eleições, os políticos se movimentam para depois se aglutinarem em grupos em buscar do poder. O papel da sociedade antes de ir às urnas é de reflexão, uma prática que não se faz no dia de votar, mas que deve começar bem antes, porque depois só lhe restará o ônus de uma escolha irrefletida e passional.

CT, Palmas, 17 de outubro de 2017.

Delação de Rossine sobre políticos do TO está com ministro Alexandre de Moraes, do STF

CLEBER TOLEDO 16 de Oct de 2017 - 12h34
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Foto: Agência Brasil
A delação premiada do empreiteiro Rossine Aires Guimarães, dono da construtora Rio Tocantins, com o Ministério Público Federal, está com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A delação foi revelada em primeira mão pelo blog em junho.

Como o depoimento do empreiteiro cita políticos com foro privilegiado, a delação precisa passar pela mais alta Corte do Judiciário brasileiro, a quem cabe a homologação.

Em junho o blog divulgou que Rossini falou por 14 horas, em dois dias, com os procuradores. O empresário sempre foi um dos grandes "mecenas" da política estadual e esteve no centro das denúncias envolvendo o bicheiro Carlinhos Cacheira, em 2012.

Depois apareceu na Operação Ápia, que investiga esquema que fraudava licitações públicas e execução de contratos celebrados para a terraplanagem e pavimentação asfáltica em diversas rodovias estaduais. Com problemas de saúde, ficou em prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica.

Ainda em outubro, uma filha, sócio e funcionários do empreiteiro também foram alvos da Operação Ápia. Alguns chegaram a ter a prisão preventiva decretada, mas não ficaram presos.

Ele também foi alvo da Operação Reis do Gado, que investigou um esquema de fraudes em contratos de licitações públicas.

A Ápia
A delação acontece dentro da Operação Ápia, que fez um ano este mês, com 90 investigados e cerca de 500 indiciamentos.

A Ápia investiga contratos de empréstimos do governo do Tocantins, entre 2012 e 2014, num total de R$ 1,2 bilhão, para 12 obras de pavimentação pelo Estado.
Redação: Palmas, Tocantins, Brasil, +55 (63) 9 9219.5340, +55 (63) 9 9216.9026, [email protected]
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