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Cleber Toledo
Blog CT
Cleber Toledo é jornalista desde 1992, com passagens por jornais em Paraná, São Paulo e Tocantins. Fundador do Portal CT.

Oposição apresenta emenda à Lei da Ficha Limpa de Andrino que barra Evangelista na Habitação

CLEBER TOLEDO 19 de Jan de 2018 - 16h42
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Foto: Ascom Câmara/Divulgação
Uma enorme saia justa na Câmara de Palmas. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) analisou na tarde desta sexta-feira, 19, o projeto de lei do vereador Tiago Andrino (PSB) que torna mais abrangente a Lei da Ficha Limpa de 2014, de autoria do vereador Lúcio Campelo (PR). O oposicionista Diogo Fernandes (PSD) apresentou uma emenda que proíbe a nomeação em cargos de confiança no Executivo e Legislativo de pessoas com condenação pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) e câmaras municipais em qualquer esfera da Federação.

Essa norma atinge em cheio o deputado estadual Júnior Evangelista (PSC), nomeado na segunda-feira, 15, secretário de Habitação, na manobra do Paço para conseguir um voto na Câmara para construir maioria na Casa. Acontece que o parlamentar está inelegível, com base na Lei da Ficha Limpa, por ter as contas reprovadas pela Câmara de Miracema em agosto, o que o impede, por exemplo, de disputar a reeleição na AL.

Aí entra a saia justa de Andrino, e o parlamentar teve que pedir vistas na emenda de Diogo. A oposição domina a CCJ, com três membros contra dois para a base do governo. Andrino disse ao blog que em nenhum momento se sentiu constrangido e que estranhou o fato de ter sido convocado somente às 12h20 para uma sessão que começaria às 13h30. Ele contou ter pedido vistas porque a emenda modificativa é muito extensa e precisa ser avaliada.

Manobra
A posse de Evangelista na Habitação foi fundamental para o Executivo conseguir o voto que faltava para construir maioria na Câmara, onde a oposição contava com 10 votos e o Paço com 9. Com o parlamentar na secretaria, o oposicionista Ivory de Lira (PPL), suplente de deputado, assumiu na AL e Moisemar Marinho (PDT), amasthista, foi para a Câmara, invertendo o placar, 10 a 9 para a prefeitura.

Pacto pelo segundo turno

CLEBER TOLEDO 18 de Jan de 2018 - 10h04
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Foto: Divulgação
Pré-candidato do PR, Ronaldo Dimas, reunido com Deval de Paiva e a cúpula do MDB do Tocantins
O almoço dessa quarta-feira, 17, do pré-candidato a governador pelo PR, Ronaldo Dimas, com o presidente regional do MDB, Derval de Paiva, e altos dirigentes do partido é um importante passo para a construção da ampla frente suprapartidária para as eleições de 2018. Dimas já era adepto dessa tese da frente antes mesmo de definir sua pré-candidatura. Tanto que no ano passado começou uma movimentação juntamente com os prefeitos de Gurupi, Laurez Moreira (PSDB), e de Paraíso, Moisés Avelino (MDB). Depois os encontros foram ampliados com a participação de deputados e outros líderes tocantinenses.

O MDB aguarda uma posição do governador Marcelo Miranda, que avisou o partido que só se manifestará sobre a reeleição em março. Contudo, a legenda não quer esperar tanto. Como disse Derval ao CT nessa quarta: “Já não temos mais tempo para reflexão e autocrítica, não dá para protelar, agora é hora da ação”. Por isso, no dia 27, a sigla quer tirar uma posição sobre as eleições.

Derval aposta que o Tocantins terá segundo turno novamente (isso ocorreu uma única vez na história, em 1990, entre Moisés Avelino e Moisés Abraão). Porém, para isso, ele defende que será preciso haver pelo menos três candidatos competitivos, o que é muito provável que ocorra.

Além de Marcelo, com a máquina fazendo a diferença, e Dimas, com uma gestão muito bem avaliada em Araguaína, a senadora Kátia Abreu (sem partido) vem com forte estrutura partidária e seu potente discurso sintonizado com a rejeição geral enfrentada pelo governo Michel Temer. E isso ecoa. O senador Ataídes Oliveira (PSDB) intensificou sua movimentação e o presidente da Assembleia, Mauro Carlesse (PHS), lançará seu nome em fevereiro com maciço apoio de deputados estaduais. Não é provável que todos se viabilizem, mas, com certeza, o Estado deve ter pelo menos três candidatos muito competitivos.

No entanto, para que todos estejam juntos contra uma possível candidatura do prefeito de Palmas, Carlos Amastha (PSB), Derval defende também um “pacto pelo segundo turno”, em que se evite agressões e se mantenha a civilidade no tratamento no primeiro turno entre os futuros aliados, já que o alvo comum é bastante claro. Mas, para que a paz reine entre eles nos próximos meses, o presidente do MDB retoma a cantilena que fez na pré-campanha de 2016 e não foi ouvido: que o projeto seja maior que as vaidades e idiossincrasias gerais.

Na campanha de Palmas, Derval falou sobre isso publicamente diversas vezes. Mas o egocentrismo prevaleceu e todos foram derrotados. Para ele, o cenário de 2018 é o mesmo e a necessidade de renúncia do “eu" também se repete. A fórmula para se conter as ganas pessoais, receita o presidente do MDB, é que as conversas se iniciem desde já, com a formação dessa ampla frente de líderes históricos, que ele denominou “grupo do bom senso”, com "os mais educados, os mais respeitosos”.

Além disso, apregoa, que todos tenham respeitado seu legítimo desejo de disputar as eleições. No entanto, que a unidade seja construída desde já, para que no segundo turno o palanque seja único.

Derval ressaltou que serão realizadas inúmeras reuniões a partir de agora, e que o grupo quer manter as portas abertas, envolver toda a sociedade no projeto que reveja os erros, reconheça-se os acertos, aperfeiçoa-se os rumos e, sobretudo, que impere o respeito entre aqueles que têm história com o Tocantins.

É o que pensa o profeta-poeta da política tocantinense. Mas, desta vez, Derval não quer ser a voz que clama no deserto, e espera a mensagem seja muito bem compreendida.

CT, Palmas, 18 de janeiro de 2018.

Derval diz que momento é de ação e defende frente com "grupo do bom senso"

CLEBER TOLEDO 17 de Jan de 2018 - 19h07
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Foto: Divulgação
O MDB do Tocantins se reunirá no dia 27 para tomar uma posição sobre as eleições de 2018, e não vai esperar um posicionamento do governador Marcelo Miranda, que avisou o partido que só vai se manifestar sobre a reeleição em março. O encontro será no Espaço Dona Jacinta, em Palmas, a partir das 9 horas.

O presidente regional da legenda, Derval de Paiva, lembrou que em março do ano passado disse que era tempo de autocrítica e reflexão. “Já não temos mais tempo para isso, não dá para protelar, agora é hora da ação”, apregoou Derval.

Ele defendeu a formação de uma frente suprapartidária, com os “mais educados, os mais respeitosos”. “Precisamos configurar o grupo do bom senso, aqueles que tenham um tratamento mais respeitoso um para com o outro”, defendeu, numa crítica velada ao prefeito de Palmas, Carlos Amastha (PSB), pré-candidato a governador, e que tem atacado com até com xingamentos a classe política tocantinense. Derval diz que é necessário um "pacto de civilidade, de não agressividade, que já vise o segundo turno”.

Foi a construção deste pacto que levou Derval e outros dirigentes regionais do MDB a almoçar com o pré-candidato a governador do PR, Ronaldo Dimas, nesta quarta-feira, 17, na Capital. Segundo o presidente medebista, outras reuniões com os que chamou de “grupos ortodoxos” do Estado ocorrerão com mais frequência a partir de agora. “Vamos reunir todos os pensantes”, afirmou.

Dimas almoça com cúpula do MDB; na pauta, a criação de uma frente suprapartidária

CLEBER TOLEDO 17 de Jan de 2018 - 18h32
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Foto: Divulgação
O pré-candidato a governador pelo PR, Ronaldo Dimas, almoçou nesta quarta-feira, 17, em Palmas, com a cúpula do MDB regional. Na pauta, a formação de uma frente suprapartidária para as eleições de 2018. O presidente regional do MDB, Derval de Paiva, fala em ter todos juntos no segundo turno, mas Dimas quer o apoio do partido ainda no primeiro turno, caso o governador Marcelo Miranda não vá à reeleição. Marcelo tem dito ao MDB que só se posicionará em março. Do almoço, além de Dimas e Derval, participaram o Hebert Barros Brito, o Dr. Buti, o deputado estadual Valdemar Júnior e o ex-prefeito João Tabocão.

PT do Tocantins prepara jornada “Lula é inocente” e até vigília de apoio ao ex-presidente

CLEBER TOLEDO 17 de Jan de 2018 - 14h04
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Foto: Agência Brasil
Ex-presidente Lula, condenado a 9,5 anos de cadeia pelo juiz Sérgio Moro por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex
Acredite. O PT do Tocantins quer que o tocantinense se una ao partido em defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado a 9 anos e meio de cadeia pelo juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal, em Curitiba, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex. O recurso de Lula será julgado no dia 24, em Porto Alegre, onde está a sede do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4).

Para o PT do Tocantins, contudo, “trata-se de um ato de perseguição da liderança política mais popular do país, tentando excluir das eleições presidenciais de 2018”.

A programação em defesa do réu condenado a 9,5 anos de cadeia por corrupção passiva e lavagem de dinheiro prevê confecção de panfletos e adesivos de carro; instalação dos comitês populares em Palmas e outras cidades; jornada em defesa do Lula — que leva o título pueril de "Lula é Inocente” —; visita a bairros e entrega de panfletos; vigília na sede do PT estadual no dia 23, e, por fim, manifestação em frente ao prédio da Justiça Federal de Palmas e nos demais municípios do Estado no dia 24, data do julgamento.

Quem quer participar?
Redação: Palmas, Tocantins, Brasil, +55 (63) 9 9219.5340, +55 (63) 9 9216.9026, [email protected]
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