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Cleber Toledo
Blog CT
Cleber Toledo é jornalista desde 1992, com passagens por jornais em Paraná, São Paulo e Tocantins. Fundador do Portal CT.

Jornalista de Época diz que expulsão de Kátia Abreu do PMDB animou o PDT

CLEBER TOLEDO 23 de Nov de 2017 - 18h32
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Foto: Internet
O jornalista Murilo Ramos, da coluna Expresso, do site da revista Época, disse que a expulsão da senadora Kátia Abreu do PMDB, nesta quinta-feira, 23, reacendeu a esperança do PDT em tê-la em suas fileiras para concorrer ao governo do Tocantins no ano que vem.

Segundo o jornalista, as conversas entre Kátia e o presidente do PDT, Carlos Lupi, haviam esfriado. Murilo Ramos afirmou que a senadora tocantinense ainda acreditava que se sustentaria no PMDB por causa das alianças regionais que interessam à cúpula da legenda.

O colunista disse que o PDT quer uma candidatura forte no Estado, para servir de palanque a Ciro Gomes, seu pré-candidato ao Palácio do Planalto.

No Tocantins, o partido está sob comando do ex-deputado federal Ângelo Agnoli. Semana passada ele participou de um evento em sua cidade, Gurupi, ao lado de Kátia.

Ao blog, importantes pedetistas já demonstraram, no entanto, preocupação com o possível ingresso de Kátia

Kátia é informada da expulsão do PMDB durante evento nos EUA, diz O Antagonista

CLEBER TOLEDO 23 de Nov de 2017 - 16h43
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Foto: Divulgação
O site O Antagonista afirmou que a senadora Kátia Abreu foi informada nos Estados Unidos de sua expulsão do PMDB nesta quinta-feira, 23. Ela participa de um evento sobre o cenário político brasileiro na Universidade Yale, em Connecticut, e ainda não retornou.

A Comissão de Ética e Disciplina do PMDB nacional aprovou na manhã desta quinta-feira, 23, por 6 votos a 0, a expulsão da senadora do partido. Kátia respondeu a processo disciplinar pelas agressões públicas a membros dos diretórios nacional e regional e autoridades peemedebista, como o governador Marcelo Miranda, o presidente Michel Temer e ministros. Além disso, pelos votos contra a orientação do PMDB no Senado.

Presidente nacional do PMDB, Romero Jucá é comunicado da expulsão de Kátia

CLEBER TOLEDO 23 de Nov de 2017 - 14h22
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Foto: Divulgação
Presidente Romero Jucá recebe o ofício com o comunicado sobre a expulsão da senadora Kátia Abreu
O presidente nacional do PMDB, senador Romero Jucá (RR), foi comunicado no início da tarde desta quinta-feira, 23, da decisão da Comissão de Ética e Disciplina de expulsar a senadora tocantinense Kátia Abreu do partido. Jucá recebeu os membros da comissão no diretório nacional, em Brasília.

O documento, assinado pelo presidente da comissão, Eduardo Karuse, também pede que Jucá tome “as providências necessárias ao cumprimento da decisão”.

Segundo a relatora Rosy Rainha disse ao CT no final da manhã, a expulsão não passará por nova decisão da executiva nacional, que apenas comunicará o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE-TO) do cancelamento da filiação de Kátia.

O jornal Folha de S.Paulo disse que a senadora ainda poderá recorrer à executiva nacional. Ela tentou por duas vezes suspender o processo de expulsão na Justiça do Distrito Federal, mas perdeu nas duas ocasiões.

Katia foi expulsa por atacar membros e autoridades regionais e nacionais do PMDB e por ter votado no Senado contra a orientação do partido.

Confira a seguir a íntegra do documento recebido pelo presidente nacional do PMDB, Romero Jucá:



Comissão de Ética expulsa Kátia Abreu do PMDB; decisão já será comunicada ao TRE e ao TSE

CLEBER TOLEDO 23 de Nov de 2017 - 11h20
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Foto: Divulgação
A Comissão de Ética e Disciplina do PMDB nacional aprovou na manhã desta quinta-feira, 23, por 6 votos a 0, a expulsão da senadora Kátia Abreu do partido. A parlamentar respondeu a processo disciplinar pelas agressões públicas a membros dos diretórios nacional e regional e autoridades peemedebista, como o governador Marcelo Miranda, o presidente Michel Temer e ministros. Além disso, pelos votos contra a orientação do PMDB no Senado.

A relatora do caso de Kátia na comissão, Rose Rainha, disse ao CT logo após a decisão da comissão que a decisão não precisará passar por aprovação da executiva nacional. “Vamos comunicar o presidente do partido [senador Romero Jucá] e e ele vai oficiar o TSE [Tribunal Superior Eleitoral] e o TRE [Tribunal Regional Eleitoral] aí do Tocantins”, explicou a relatora. Ela disse que Kátia já está expulsa e sua filiação partidária será cancelada.

Desde as eleições de 2014
A crise da senadora tocantinense com o PMDB começou logo após as eleições de 2014. Depois de conseguir a intervenção nacional nos diretórios municipais do Estado para garantir legenda a ela e ao governador Marcelo Miranda para aquelas eleições, Kátia chegou à presidência da comissão interventora da sigla no Tocantins.

Antes da posse, a parlamentar teve uma briga homérica com Marcelo, por não ter sido atendida com as secretarias que exigia, e já se tornou oposição ao novo governo. Num acordo com a executiva nacional, ficou definido que os dois grupos passariam a dividir a executiva regional meio a meio, mas a presidência do PMDB do Tocantins ficou com um marcelista, Derval de Paiva.

Com o recrudescimento da crise do governo da presidente Dilma Rousseff (PT), Kátia, que era ministra da Agricultura, ficou ao lado da amiga e contra seu agora ex-partido, o PMDB. Atacou líderes nacionais da legenda e se tornou comandante do pelotão de choque de Dilma no Senado. Foi dela que partiu a polêmica proposta de não tirar os direitos políticos da ex-presidente.

Em março do ano passado, o então presidente do diretório do PMDB da Bahia, Geddel Vieira Lima, ingressou com o primeiro pedido de expulsão de Kátia. Com as tentativas de negociação, o processo seguiu em banho maria. No final do primeiro semestre deste ano, o diretório do Tocantins e a juventude do PMDB apresentaram dois outros pedidos de expulsão, que basearam a decisão desta quinta-feira.

O primeiro passo foi a decisão de 13 de setembro da executiva nacional, também com base em processo na Comissão de Ética, de suspender Kátia das atividades partidárias por 60 dias.

Na Justiça
Diante da possibilidade de ser expulsa da legenda, a tocantinense chegou a ingressar com ação na Justiça do Distrito Federal para suspender o procedimento, entretanto, o pedido liminar foi rejeitado pela 25º Vara Cível de Brasília, e também pela desembargadora Leila Arlanch, do Tribunal de Justiça (TJDF), após a apresentação de agravo de instrumento.

Paulo Mourão, a boa e a má notícia pré-eleitoral

CLEBER TOLEDO 23 de Nov de 2017 - 10h31
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Foto: Foto: Antônio Gonçalves/Ascom
Deputado Paulo Mourão, que teve a pré-candidatura a governador lançada pelo PT nessa quarta-feira
O deputado estadual Paulo Mourão (PT) é um dos poucos políticos qualificados do Tocantins. Alguém pode não gostar dele e até achá-lo antipático, mas não poderá discordar desta verdade. Quem acompanha as entranhas da política regional sabe que é um dos raros casos de agentes públicos que conhecem os números da economia tocantinense e da situação fiscal do Estado. Tem um discurso que coincide com a prática, o que é ainda mais raro na vida pública brasileira, não só aqui no cerrado.

Assim, o lançamento de sua pré-candidatura a governador é uma excelente notícia pré-eleitoral, que vai qualificar os debates neste período, em época de um deserto de lideranças com qualificação.

Contudo, se esta é a boa notícia, existe outra muito ruim para quem torce não por pessoas, como o caso deste colunista, mas pelo desenvolvimento do Estado. É remotíssima a possibilidade de Mourão viabilizar sua candidatura a governador pelo PT.

Ele disse que vai tentar convencer a senadora Kátia Abreu de que é "o melhor para o Tocantins”. Será como falar com um muro. Após acordos com dirigentes nacionais, entre eles dois réus da Lava-Jato, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente nacional, senadora Gleisi Hoffmann (PR), Kátia colocou o PT, com seus enormes fundo eleitoral e tempo de rádio e TV, no seu capital político. Não será fácil tirar o partido do colo dela.

O pré-candidato a governador do PT ainda afirmou que os “tratoraços" que o diretório regional sofreu nas três últimas eleições estaduais se devem ao fracasso dos próprios comandantes petistas da época, hoje desalojados da estrutura partidária pelo grupo de Mourão e Zé Roberto, o atual presidente. Também não concordo, ainda que não faça o mínimo esforço para defender os ex-dirigentes petistas, que cometeram mesmo erros enormes.

Acontece que, para todos os partidos, o Tocantins representa algo próximo de zero nas articulações nacionais. No caso do PT, a obediência cega à instância superior impede qualquer debate em sentido contrário ao imposto goela abaixo. Assim, o Estado sempre é dado como troco em qualquer acordo no plano federal. Em 2006, o “tratoraço" foi para garantir o PCdoB na campanha petista no Distrito Federal; em 2010 para que o partido tivesse o hoje “golpista" Michel Temer de vice de Dilma Rousseff; e em 2014 para assegurar cadeira ao partido no Senado, com Kátia, no Ministério da Agricultura, dando a vaga para o suplente Donizeti Nogueira (PT).

Ou seja, a viabilização de uma candidatura do PT no Tocantins não depende do diretório regional, mas dos acordos nacionais, ainda que os petistas tocantinenses fossem os seres políticos mais competentes do País. Não tenho a menor dúvida de que isso empobrece o debate eleitoral no Estado, sobretudo quando se poderia ter um quadro da envergadura de Paulo Mourão na disputa.

Já disse ao deputado que ele está no partido errado. Não estou falando das corrupções dos líderes nacionais do PT, porque nas outras legendas não é nem um pouco diferente. Essa não é mais a régua para medir o valor dos partidos, infelizmente. Digo sob o aspecto ideológico. Mourão é um liberal da mais alta extirpe e não faz o mínimo sentido estar numa sigla que se diz socialista, ainda que seja um direito líquido e certo do parlamentar, e reconheço que não tenho nada a ver com isso. Contudo, essa dissintonia só mostra o quanto as siglas partidárias perderam a razão de ser.

Numa legenda que refletisse sua identidade ideológica, Mourão teria condições de desenvolver musculatura para colocar seu nome de forma competitiva na disputa pelo Palácio Araguaia. Primeiro porque teria o aval necessário do diretório nacional para se lançar na corrida sucessória e, depois, atrairia mais votos e apoios numa sigla menos desgastada e com a qual seus eleitores melhor o identificasse.

Como o prazo para troca de partidos termina em abril, ainda há tempo. Caso contrário, o Estado perderá um quadro do mais alto nível nas disputas de 2018.

CT, Palmas, 23 de novembro de 2017.
Redação: Palmas, Tocantins, Brasil, +55 (63) 9 9219.5340, +55 (63) 9 9216.9026, [email protected]
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