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Muro entre México e Estados Unidos ganha primeiros protótipos

DA REDAÇÃO 09 de Oct de 2017 - 18h16, atualizado às 14h22
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Foto: Divulgação
Quatro empreiteiras são responsáveis pelos protótipos que servirão como “futuro padrão de design”
O Muro de Trump, projeto do governo norte-americano que separa por uma parede a fronteira de México e Estados Unidos, começa a se tornar realidade. Foi divulgada no dia 27, um release enviado à imprensa Departamento do Interior e também um vídeo de escavadeiras começando a remover a terra. A polêmica promessa de Donald Trump, que chocou o mundo, já existe fisicamente. Resta esperar quais serão as consequências políticas e financeiras no desenrolar da obra.

De início, são oito protótipos, que deverão ficar prontos em um mês. As estruturas em teste terão entre 5,5 e 9,1 metros de altura e 9 metros de comprimento. O Departamento Americano de Proteção de Fronteiras e Alfândega comunicou que quatro deles serão construídos de concreto. Nos outros, serão usados materiais alternativos para analisar a viabilidade.

São quatro empreiteiras responsáveis pelos protótipos que servirão como “futuro padrão de design”. Após definir o modelo ideal, o governo norte-americano deverá acrescentar sensores e câmeras ao projeto final, definindo também qual das empresas construirá o eventual muro que separa o vizinho México.



As empresas concorrentes são: Caddell Construction Co. LLC, de Montgomery, Alabama; Fisher Sand & Gravel Co., DBA Fisher Industries, de Tempe, Arizona; Texas Sterling Construction Co., de Houston, Texas; e W. G. Yates & Sons Construction Company, de Philadelphia, Mississippi. Os valores apresentados variam de US$ 300 mil a US$ 500 mil dólares (960 mil a 1,6 bilhão de reais).

As barreiras experimentais serão construídas na região de San Diego, Califórnia, onde funcionários farão a análise de cada construção, testando a resistência do material usado e suas possíveis aberturas. O local da obra inicial é Otay Mesa, região desértica na fronteira entre San Diego e Tijuana. Por ser um terreno federal, não foi necessário desapropriações e autorizações de terceiros.

"Estamos comprometidos a proteger nossa fronteira, e isso inclui a construção de um muro. Nossa estratégia é garantir a segurança da população americana com barreiras, infraestrutura, tecnologia e pessoal"; ressaltou Ronald Vitiello, comissário interino do departamento de Fronteiras e Alfândega.



Donald Trump, mesmo nesta primeira etapa, ainda precisa resolver questões legais internas com as autoridades da Califórnia. O procurador-geral do estado entrou na Corte Federal com a denúncia de que o governo iniciou as obras sem cumprir requisições legais e sem consultar órgãos ambientais.

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