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Suspeitos de matar pai e filho em Ponte Alta do Bom Jesus confessam o crime, mas são soltos

Tibúrcio Cirqueira e Bruno Cirqueira foram assassinados a tiros e pauladas em uma emboscada quando pararam para abrir uma porteira

RAIMUNDA CARVALHO, DA REDAÇÃO 14 de Jul de 2017 - 08h09, atualizado às 08h57
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Raimunda Carvalho
Especial para o CT
Foto: Arquivo pessoal
Tibúrcio Cirqueira e Bruno Cirqueira foram assassinados no dia 10 de junho quando retornavam do trabalho
Os suspeitos pelo assassinato de Tibúrcio Cirqueira, 50 anos, e seu filho Bruno Cirqueira, 22 anos, foram presos no dia 23 de junho. Contudo, de acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), a prisão deles foi revogada no dia 1º. O crime, que abalou a população local, aconteceu no dia 10 de junho.

Pai e filho foram mortos a tiros e pauladas, em uma emboscada quando pararam para abrir uma porteira, na zona rural de Ponte Alta do Bom Jesus, quando retornavam do trabalho. Em nota, a SSP informou que, conforme o delegado responsável pelo caso, os suspeitos, que não tiveramos nomes revelados, confessaram a autoria do crime.

Ainda de acordo com a nota, amparados por laudos médicos, familiares solicitaram a soltura de um dos suspeitos, por apresentar sérios problemas de saúde e por temerem o agravamento de seu quadro clínico.

Diante do pedido dos famíliares, ainda segundo a nota, por questões humanitárias, foi revogada a prisão do preso para que, assim, tivesse acompanhamento médico necessário. A nota informa também que o Poder Judiciário estendeu o benefício aos demais presos. Porém, não diz o motivo da soltura dos outros envolvidos.

A família
Kelly Cirqueira, filha de Tibúrcio, disse que é incompreensível que a Justiça tenha revogado a prisão dos suspeitos. “Pela situação que foram encontrados os corpos, do meu pai e irmão, é incompreensível a Justiça ter motivo para pô-los em liberdade, foi uma emboscada cruel, sem chance de defesa, três contra dois, mortos a tiro e pauladas. No meu entender a Justiça deveria resguardar a família enlutada que também foi vítima, e não favorecer eles que são réus confessos de um crime hediondo, dando-lhes oportunidade de continuarem impunes, gozando de liberdade”, desabafou.

Segundo ela, o que mais dói, é o medo dos suspeitos não serem punidos pelo que fizeram. “Se uma pessoa pode cometer um crime doente, ela também pode responder por ele doente, mas presa. Minha família está inconformada, minha mãe sem conseguir se recuperar, estou grávida e minha filha não terá a oportunidade de conhecer o tio e o avô, porque três assassinos se acharam no direito de tirá-los de nós”, contou.

No dia 22 de junho, em entrevista concedida ao CT, ela contou que o crime foi motivado por demarcações de divisa de propriedade, já que as vítimas já vinham sendo ameaçadas, inclusive com vários registros de BO na delegacia local.

Leia a íntegra da nota
“A Polícia Civil, por intermédio da Delegacia de Polícia de Ponte Alta do Bom Jesus, informa que as investigações que apuram autoria e circunstância do crime de homicídio que vitimou pai e filho, naquela cidade, estão em fase final de conclusão.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, os autores do delito já foram identificados. Inclusive, no dia seguinte ao crime, representou pela prisão temporária dos investigados, tendo sido deferida pelo Poder Judiciário. Ao se apresentarem à autoridade policial foram interrogados, oportunidade em que confessaram a autoria do crime, sendo, em seguida, recolhidos ao cárcere.

Ocorre que, subsidiado por laudos médicos, familiares dos envolvidos solicitaram formalmente, a soltura de um dos suspeitos, pois o mesmo apresentava sérios problemas de saúde e temiam pelo agravamento de seu quadro clínico. Diante disso, e por questões humanitárias, foi representado pela revogação da prisão deste detento para que, assim, obtenha o acompanhamento médico necessário. No entanto, o Poder Judiciário estendeu a revogação para os demais presos.

O delegado esclarece que o Inquérito policial deverá ser concluído nos próximos dias, tão logo sejam anexados os laudos periciais já requisitados”.

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