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Sindicato dos Caminhoneiros diz que medida do Paço é “preocupante” e prevê alta no custo de vida

Para José Aparecido restrição vai impactar a população palmense, com o repasse do possível prejuízo para o consumidor final

WENDY ALMEIDA, DA REDAÇÃO 12 de Aug de 2017 - 01h15, atualizado às 10h05
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Foto: Divulgação
Segundo o presidente José Aparecido, medida preocupa porque o transporte rodoviário de carga já está "penalizado"

O Decreto nº 1.435/2017, que estabelece as rotas e horários permitidos para circulação de veículos de carga na Capital, foi recebido com preocupação pelo Sindicato dos Caminhoneiros do Estado do Tocantins (Sindcam-TO). Para o presidente da entidade, José Aparecido do Nascimento, a medida do prefeito Carlos Amastha (PSB) pode vir a impactar os bolsos da população palmense.

“Eu vejo isso com muita preocupação. Entretanto, o prefeito tem que tomar as medidas dele, essa é uma decisão que cabe a ele, exclusiva do prefeito”, disse, acrescentando que Amastha deve “ouvir os segmentos, deve ouvir a sociedade para ver o que é melhor para os usuários [do trânsito] da Capital”, ponderou o sindicalista.

Segundo o presidente do sindicato dos Caminhoneiros, há mais de seis meses, houve um encontro entre o Paço e a categoria para debater a questão. “Nós participamos de uma reunião e mostramos uma posição com relação ao custo de vida na Capital. Entretanto, nós ficamos preocupados porque o transporte rodoviário de carga já está penalizado”, contou.

José Aparecido explica que, no final das contas, as consequências da medida vão impactar a população palmense, com o repasse do possível prejuízo para o consumidor final. “Se existe uma entrega e o caminhão vai chegar e ficar retido, vai ter que aguardar para entregar. Como o caminhão é uma máquina de trabalho, então, certamente a empresa de transporte ou o caminhoneiro, vai ter que somar esse custo do tempo de espera e isso vai aumentar o custo de vida da Capital”, alertou.

Por outro lado, o líder sindical mencionou que a diminuição de veículos de carga circulando nas ruas da Capital pode vir a dar “conforto” aos usuários do trânsito de Palmas, sendo que esse é o principal objetivo da prefeitura. “É esperar para ver, não sei bem quais as consequências disso, mas é preocupante”, finalizou.

Entenda
Nesta quarta-feira, 9, o Suplemento do Diário Oficial do Município (DOM) trouxe as rotas e horários permitidos para circulação de veículos de carga na Capital. A partir de agora, o condutor de caminhões e carretas terão que cumprir as regras predefinidas pela Prefeitura de Palmas, ou será submetido às penalidades e medidas administrativas pertinentes.

Caminhões que realizam abastecimento dos postos de combustíveis estão autorizados a circular de segunda-feira a domingo apenas entre 22 horas e 6 horas. Já os veículos de carga que transportam mercadorias no interior do município e que possuem até 6,3 metros de comprimento, largura máxima de até 2,2 metros e de até 2 eixos, podem realizar carga e descarga em qualquer dia e horário.

A rota de carga e descarga na Avenida Tocantins, em Taquaralto, passa a ser permitida para caminhões de até 6 toneladas entre 8 horas e 19 horas e somente à noite para veículos com até 14 toneladas.

Veículos de carga que possuem até 14 metros de comprimento, largura máxima de 2,2 metros e de até três eixos terão circulação livre aos sábados, domingos e feriados, em qualquer horário. No entanto, a circulação tem horários restritos de segunda a sexta-feira aos intervalos entre 8h30 às 11h30, das 12h30 às 18 horas e das 19 horas às 7h30.

Esses mesmos veículos só poderão estacionar ou realizar carga e descarga nos bolsões de estacionamentos públicos de segunda a sexta-feira das 19 horas às 7h30; aos sábados, a partir das 9 horas; e aos domingos e feriados, em qualquer horário.

“As regras foram estabelecidas para melhor ordenamento do trânsito, uma vez que as carretas de grande porte causam transtorno no centro da cidade”, explicou o secretário executivo de Trânsito e Transportes, Jocélio Santos, acrescentando que a partir desta semana serão enviados ofícios a empresas de transporte, comunicando e passando orientações sobre as regras.

Caminhões maiores, isto é, com comprimento superior a 14 metros, largura igual ou superior a 2,2 metros e com mais de três eixos, articulados ou não, possuem mais restrição para circulação.

- Confira o decreto na íntegra
 

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