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Familiares do advogado assassinado ficam frente a frente com suspeito, que se mantém frio

Um deles afirma a Robson: "Danilo nunca largou da mãe dele um minuto. Eles moravam juntos. Ele não merecia. Por que você fez isso com ele, rapaz?"

RAIMUNDA CARVALHO, DA REDAÇÃO 30 de Aug de 2017 - 10h07, atualizado às 19h25
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Foto: Ascom SSP/Divulgação
Suspeito Robson Barbosa da Costa, quando apresentado na coletiva dessa terça-feira, em Araguaína
Depois de 34 dias de investigações, familiares de Danilo Sandes Pereira ficaram frente a frente com Robson Barbosa da Costa, 32 anos, principal suspeito de ser o mandante da morte do advogado.

Em um dos momentos da apresentação de Robson à imprensa, realizada nessa terça-feira, 29, no Complexo de Delegacia de Polícia Civil, em Araguaína, ele foi questionado se tinha idéia do que tinha feito com Luzia e Walter (pais do advogado), contudo, o suspeito, de cabeça baixa e sem expressar sentimentos, não respondeu.

Em outro momento, muito revoltado, um membro família que estava no local, visivelmente emocionado, disse a ele. “Você nunca teve mãe. Ele (Danilo) nunca largou da mãe dele um minuto. Eles moravam juntos. Ele não merecia. Por que você fez isso com ele, rapaz? Você vai pagar”.

Após a apresentação, algemado e acompanhado por policiais, Robson foi retirado da sala, saiu de cabeça erguida, mas em silêncio. Robson não foi tocado com nenhuma palavra e teve a frieza como companheira. Ele encaminhado para a Casa de Prisão Provisória de Araguaína (CPPA).

Prisão
Robson, que foi preso nessa segunda-feira, 28, em Marabá (PA), é um dos herdeiros de um inventário judicial. A herança milionária, que pode chegar a R$ 7 milhões, envolve uma fazenda localizada em Xambioá e imóveis em Araguaína.

Ele é casado, concluiu o curso de Farmárcia em uma instituição particular de Araguaína, quando ainda residia na cidade. Em Marabá, ele atuava na profissão.

De acordo com o titular da Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), José Rérrison Macêdo, foi um trabalho árduo. "Hoje, estamos apresentando uma parte deste resultado, pois com o apoio e a parceria entre as polícias, as investigações continuam. Agora iremos buscar a participação de outras pessoas”, disse o delegado lembrando que o suspeito queria obter mais vantagens que os demais herdeiros e chegou a discutir com o advogado Danilo, que não aceitava essa situação.

Já o delegado Guilherme Torres, um dos delegados responsáveis pela apuração do crime, contou que no começo inventário, “o Danilo advogava para todos os herdeiros, mas o Robson e a mãe tiveram um desentendimento com ele e trocaram de advogado. Alguns meses depois outra herdeira deixou os trabalhos dele. Danilo ficou advogando apenas para um deles”

Questionado se já havia pistas de quem executou o crime, o delegado disse que sim. “Mas ainda não são robustas o suficiente. As investigações vão continuar. Pelo fato de armas terem sido apreendidas na casa de Robson, a hipótese dele ter participado do crime não é descartada”, ponderou Torres.

Assista o video da apresentação de Robson à imprensa

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