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Sintet diz que 70% dos trabalhadores da Educação estão em greve por tempo indeterminado

Presidente da regional Palmas, Fernando Pereira, afirmou que o pagamento da data-base para 64% dos servidores não atendeu a categoria e quer proposta concreta do Paço

WENDY ALMEIDA, DA REDAÇÃO 05 de Sep de 2017 - 16h48, atualizado às 17h45
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Foto: Divulgação/Sintet
Servidores da Educação fizeram um ato de manifestação pelas ruas da Capital até a sede da Prefeitura de Palmas

Reivindicando o pagamento de benefícios salariais, trabalhadores da Educação do município de Palmas iniciaram uma greve por tempo indeterminado nesta terça-feira, 5. “Nós estamos garantindo cerca de 70% de paralisação no momento, dos servidores do quadro administrativo e docente”, afirmou ao CT o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado do Tocantins (Sintet) de Palmas, Fernando Pereira, acrescentando que a comunidade escolar também está apoiando o movimento.

Na manhã desta terça os servidores fizeram um ato de manifestação pelas ruas da Capital. Eles partiram em passeata do Colégio São Francisco de Assis, na Avenida JK, com faixas, cartazes e carro de som, até a sede da Prefeitura de Palmas.

“Nós tivemos um número muito impressionante pelo primeiro dia, tivemos a adesão muito grande no ato público. Inclusive, superou as expectativas do sindicato, diante da opressão e ameaça que a maioria das escolas fizeram para quem fosse aderir, que ia ser penalizado financeiramente. Teve uma pressão muito grande, só que isso não abalou os trabalhadores”, contou Pereira.

A rede municipal de Palmas conta com 73 unidades escolares, sendo 28 Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) e 45 escolas do Ensino Fundamental. Nesta tarde, conforme informou o presidente regional do Sintet, o comando de greve vai se reunir para mapear a situação de funcionamento de cada instituição.

“As que estão funcionando é de forma parcial e precária, onde os diretores colocaram contrato temporário para trabalhar quarenta horas por semana, sem direito a planejamento, a livre docência, trabalhando direto com tudo quanto é aluno que tiver indo para escola”, denunciou o líder sindical. “Não se pensa em qualidade, eles querem garantir que a criança fique dentro da escola e tentar dizer que está funcionando”, completou.

Negociações com o prefeito
Segundo o presidente do Sintet de Palmas, o movimento grevista vai continuar até o prefeito de Palmas, Carlos Amastha (PSB) chamar os representantes para discutir as reivindicações dos trabalhadores da Educação da Capital, com uma proposta "concreta".

A categoria reivindica o cumprimento do acordo firmado pelo prefeito ainda em 2015, referente a data-base, progressões, eleição para diretor, Planos de Cargos Carreiras e Remuneração (PCCR) e retroativos, que segundo o sindicalista, se acumulam desde 2013.

Pereira criticou a postura de Amastha, afirmando que ele não tem diálogo aberto com a categoria. “Nós tivemos a informação que no primeiro momento ele busca decretar a ilegalidade da greve. Então, não é um prefeito que trata a gente com respeito e tenta conversar”, ressaltou.

No dia 31 de agosto o Paço anunciou o pagamento da primeira parcela de progressões e titularidades para o quadro da Educação, bem como da data-base de 2.243 servidores de nível médio e fundamental. Com isso, mais de 64% dos servidores recebeu a revisão geral anual.

Entretanto, conforme argumenta o sindicato, esse número “não reflete a categoria da Educação em si”. “Ele não pagou a data-base para nenhuma categoria de nível superior e o maior percentual dos profissionais da Educação possui ensino superior. Então, a data-base não nos atendeu”, afirmou o presidente regional do Sintet, acrescentando que os retroativos das progressões foram pagos com valores “defasados”, correspondente ao ano de 2014.

O CT acionou a Prefeitura de Palmas para se posicionar sobre o assunto, mas até o fechamento da matéria não teve retorno.

Entenda
A greve foi deflagrada pela categoria no dia 28 de agosto, em Assembleia Geral, após realização de vários protestos, na tentativa de sensibilizar o governo municipal.

De acordo com Pereira, em outubro de 2015, quando a categoria estava em greve, a gestão municipal, na presença dos vereadores e de várias autoridades, assinou o documento do acordo com vários compromissos, mas a pauta financeira, como por exemplo, titularidades, progressões verticais e horizontais e retroativos, não teria sido cumprida.

Outro questionamento dos professores e servidores administrativos da educação palmense, segundo o presidente do Sintet, é quanto as "interferências" políticas nas escolas, já que não há eleição mista de diretores.

Além do Sintet, outras entidades representantes da categoria, como o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Palmas (Sisemp) também estão cobrando o pagamento dos benefícios e as demais demandas da categoria junto ao Paço.

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