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No universo existem muitas moradas

Artigo 14 de Sep de 2017 - 08h00, atualizado às 08h31
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JOSÉ CÂNDIDO PÓVOA
É poeta, escritor e advogado
Membro fundador da Academia de Letras de Dianópolis, sua terra natal
[email protected]
Conforme prometido, volto ao terceiro e último artigo sobre o assunto, embora o tema nos forneça subsídios para escrevermos livros e livros. Meu intuito neste caso, é apenas despertar os que insistem em não observar o que acontece ao nosso redor e se negam a ver o que a ciência, com o auxilio da espiritualidade, nos fornecem para reflexão e compreensão do quanto somos pequenos e nos sustentamos, muitas vezes, no orgulho e prepotência humanas, arraigamos que somos, por muitas vezes, repito, aos preconceitos e conceitos religiosos.

...Telescópios na Terra e o Hubble, um telescópio espacial, poderão analisar em detalhes as moléculas das atmosferas dos planetas. Nessa exploração, o Telescópio James Webb, que será lançado ao espaço em 2018, terá papel fundamental. Ele será equipado com luz infravermelha, ideal para analisar o tipo de luz que é emitida da estrela Trappist-1.

Quando o novo telescópio da European Space Organisation começar a funcionar, em 2024, será possível saber se há realmente água em planetas congelados e já detectados. Mesmo que os pesquisadores não encontrem vida naqueles sistemas, ela pode se desenvolver lá. O estudo indica que determinadas estrelas são, relativamente novas. “Determinadas estrelas anãs m hidrogênio tão lentamente que vão viver por mais 10 trilhões de anos – que é, sem dúvida, tempo suficiente para a
vida evoluir”, escreveu Ignas A. G. Snellen, do Observatório de Leiden, na Holanda, em um artigo opinativo que acompanha o estudo na revista Nature.

Apesar da similaridade entre a Terra e os planetas de sistemas recém-descobertos, uma delas, a estrela Trappist-1 é bem diferente de nosso Sol. A estrela tem apenas 1/12 da massa do nosso Sol. A sua temperatura também é bem menor. Em vez dos 10 mil graus Celsius que nosso Sol atinge, o Trappist-1 tem “apenas” 4.150 graus em sua superfície.

De acordo com o New York Times, a estrela também emite menos luz. Um reflexo disso seria uma superfície mais sombria. A claridade durante o dia, por lá, seria cerca de um centésimo da claridade na Terra durante o dia. Uma dúvida que paira sobre os cientistas é qual seria a cor emitida pela Trappist-1. Essa cor pode variar de um vermelho profundo a tons mais puxados.

Tudo começou em 2016, quando Michael Gillon, astrônomo na Universidade de Liège, na Bélgica, descobriu três exoplanetas orbitando uma estrela anã. Ele e seu grupo encontraram os astros após notar que a Trappist-1 escurecia periodicamente, indicando que um planeta poderia estar passando na frente da estrela e bloqueando a luz.

Com as observações no solo e no espaço, os cientistas calcularam que não havia apenas três exoplanetas, mas sete. A partir dessa análise, foi possível descobrir o tempo de translação, a distância da estrela, a massa e o diâmetro dos sete astros. De acordo com os pesquisadores, ainda é preciso observar o sistema solar por mais algum tempo para saber novos detalhes, como a existência de água líquida.

A descoberta de exoplanetas, aqueles que orbitam estrelas que não sejam o Sol, está em ritmo bastante elevado. Até poucas décadas atrás, cientistas imaginavam que estrelas deviam ter planetas orbitando, mas não contavam com ferramentas técnicas apropriadas para a descoberta. Nos últimos 20 anos, com as descobertas acontecendo sem parar, cientistas já atingiram a marca de 3.400 exoplanetas catalogados. Nos últimos anos, evidências de que planetas do tamanho da Terra são
abundantes na galáxia se acumulam, mas as descobertas e indicam que esses planetas são ainda mais comuns do que se pensava. 

Para cada planeta que avistamos na Terra, existem de 20 a 100 mais deles que não conseguimos ver do nosso mundo por não passarem em frente de sua estrela principal, segundo os estudiosos e pesquisadores do assunto.

E aí vem a grande incógnita, que muitos ainda não encontraram a resposta devida: De onde veio a sabedoria do Mestre dos mestres, que ainda na faixa dos 30 anos de idade, afirmava, categoricamente, que na “NA CASA DO PAI EXISTEM MUITAS MORADAS”.

Para obter a resposta de forma cristalina, necessário se faz adentrar na aventura da fé, que é capaz de nos levar a experimentar o poder de Deus, um poder que não esmaga, não humilha, mas que com delicadeza nos conduz à verdadeira liberdade do Espírito. Só através dela, da fé, é que podemos concluir que este mundo das coisas materiais não são dos fortes, dos poderosos, dos que detém o poder político, que se acham donos de tudo e subjugam a todos, independentemente da esfera de atividade humana que exercem, dos possuidores de contas bancárias abarrotadas, dos que juntam bens e se acham verdadeiros Midas, (um mito bastante conhecido tanto entre gregos quanto por romanos foi o do Rei Midas. Como todo mito da Antiguidade Clássica, o objetivo com a difusão das peripécias de Midas era lançar luz sobre a ganância humana.) Mas este mundo é, exatamente como Ele, o Sábio dos sábios preceituava: Dos pequenos, dos humildes, dos mansos de coração, que estão famintos e sedentos de justiça, paz e júbilo no Espírito Santo.

“Quem tem ouvidos que ouça, quem tem olhos que veja!!”

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