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PF diz que suposto esquema fraudou licitações do BRT e pressionava proprietários a ceder áreas

Justiça Federal expediu condução coercitiva do prefeito Carlos Amastha, do secretário Cláudio Schuller e do procurador-geral Públio Borges

CLEBER TOLEDO, DA REDAÇÃO 10 de Nov de 2016 - 07h54, atualizado às 15h55
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Foto: Redes sociais
Viatura da Polícia Federal em frente ao antigo AMA, onde fez buscas no gabinete de Amastha

Cleber Toledo
Da Redação

A Polícia Federal confirmou que a operação desta quinta-feira, 10, contra o prefeito de Palmas, Carlos Amastha (PSB), chamada de Nosotros, tem como objetivo apurar suposta fraude envolvendo o processo de licitação para construção do sistema de transporte BRT na Capital, no valor aproximado de R$ 260 milhões.
 
Conforme a PF, estão sendo cumprido 22 mandados judiciais, sendo 10 de condução coercitiva e 12 de buscas e apreensão nos Estados de Tocantins, Paraná e Santa Catarina. Entre as pessoas conduzidas estão o próprio prefeito Carlos Amastha, o secretário municipal de Finanças, Cláudio Schuller, e o procurador-geral do Município, Públio Borges, além de donos de imobiliárias e donos de terras. Amastha, contudo, está na Espanha. Diversos servidores públicos também serão intimados a prestar esclarecimentos.
 
A PF diz ter identificado o repasse de informações privilegiadas da prefeitura a empresas que participaram da concorrência. Em conluio com grandes imobiliárias da região, segundo a corporação, agentes públicos também pressionavam proprietários para que cedessem, a título gratuito, parte de suas terras para pessoas ligadas ao suposto esquema criminoso. Uma das formas de coação, de acordo com a PF, era através da cobrança de altos valores de IPTU desses proprietários.
 
A implantação do sistema BRT valorizaria os imóveis que o grupo tivesse posse após a obra.

A Polícia Federal fez busca e a apreensão, na manhã desta quinta-feira, em residências do prefeito, por determinação do juiz federal Klaus Kuschel, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), em Brasília. Os agentes ainda foram ao gabinete de Amastha no antigo AMA. Numa das casas do pessebista, a PF apreendeu R$ 100 mil em dinheiro, cuja origem agora será apurada.

Resta colaborar
O prefeito confirmou numa rede social que está na Espanha e que lhe “resta colaborar”. Num segundo post, Amastha afirmou que, pelo que ficou sabendo, "não faz sentido nenhum". "Parece denúncia montada dos proprietários das grandes áreas. Esperemos detalhes", postou.

Ainda na rede social, Amastha garantiu que "não vão encontrar um erro proposital nas licitações da prefeitura"."Ninguém interfere. Muito menos o prefeito.  Respeitamos", afirmou.

O mandado determina busca e apreensão “de todos documentos, mídias e dispositivos que tenham informações pertinentes à investigação”.

Outras investidas
Em outras duas ocasiões a PF esteve em residências de secretários de Amastha. No final das eleições na residência do secretário de Finanças, Cláudio Schuller, num processo envolvendo denúncia de que haveria armas ilegais, mas ele é colecionador. Contudo, chegou a passar uma noite detido por suposto transporte irregular de armamento.

Depois das eleições, a PF voltou à casa de Schuller e foi ao escritório do secretário de Infraestrutura, Christian Zini. O caso seria também este processo de denúncia de armas ilegais, segundo nota divulgada na ocasião pela Prefeitura de Palmas. (Com informações da Ascom da PF)

Confira imagem do site do TRF1 sobre o processo que motivou a busca e a apreensão:



Confira os posts de Amastha:




Confira o mandado de busca e apreensão:


- Matéria atualizada às 15h28

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