Tonolucro

Júnior Geo diz que vai à Justiça contra aumento da tarifa de ônibus

Parlamentar quer colher mais assinaturas para ingressar com ação civil na Defensoria e MPE

WENDY ALMEIDA, DA REDAÇÃO 27 de Jun de 2017 - 15h34, atualizado às 15h54
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Da Redação

O vereador professor Júnior Geo (Pros) faz campanha desde abril nas redes sociais e presencialmente, colhendo assinaturas contra o aumento de 17% da tarifa de ônibus em Palmas. Apesar do novo valor ter sido aplicado nesta segunda-feira, 26, o parlamentar disse que essa luta irá para a Justiça.
Foto: Divulgação
Vereador Júnior Geo considera aumento "abusivo"
Geo considera “abusivo” o aumento, tendo em vista as condições dos estudantes, que ele tem observado em seu convívio como professor. “O aumento é inviável para a mobilidade de muitos trabalhadores e estudantes que não têm condições de chegar ao local de trabalho e estudo sem o transporte público”, argumentou o parlamentar.

O vereador aponta também o momento de crise que o país vive e, segundo ele, Palmas não tem condições de arcar com mais tributos. “Vivemos um momento de crise e recebemos notícias de tarifas aumentando sem que a população seja consultada. Precisamos utilizar da democracia para garantir os nossos direitos e impedir que vivamos para pagar tributos”.

Ação Civil
Já foram mais de 1.800 assinaturas online ( http://bit.ly/2sdpO2H ) e mais de 5 mil assinaturas presenciais colhidas pelo parlamentar, em conjunto com o vereador Léo Barbosa (SD) que também abraçou a causa. O objetivo é conseguir mais assinaturas e ingressar, nos próximos meses, com uma ação civil pública por meio da Defensoria e Ministério Público do Estado. Para os parlamentares, a luta para derrubar o aumento não acaba com sua implantação, “apenas fortalece, pois a população não tem condições de pagar tantos aumentos”, concluem.

Reajuste
O aumento para R$ 3,50 foi anunciado ainda em março e passou a vigorar nesta segunda. Junto ao reajuste, a prefeitura divulgou a substituição de 19 ônibus antigos por outros com climatização e acessibilidade e criação de uma nova linha.

Segundo o Executivo, o reajuste se deve aos investimentos realizados na construção de abrigos e também na aquisição desses 20 novos ônibus com ar-condicionado, além da correção dos insumos do sistema de transporte coletivo bem como o salário dos motoristas.

O Paço alega que a tarifa foi mantida sem aumento por dois anos no valor de R$ 2,50 devido à Câmara de Vereadores ter aprovado a Isenção do Imposto sobre o Serviço de Qualquer Natureza (ISS), e ao acordo com o governo estadual para Isenção do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Ano passado foi aprovado aumento de R$ 3,13, no entanto, o Conselho Municipal de Acessibilidade, Mobilidade e Transporte definiu o valor em R$ 3,00 para assegurar os serviços.

Quando o aumento foi anunciado, representantes dos estudantes e dos funcionários do comércio, que são os principais usuários do sistema, contestaram. Os parlamentares também questionaram a nova tarifa e agora lutam para derrubar o reajuste.

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