Tonolucro

Pré-candidato ao governo, Cleiton Bandeira propõe ação para garantir candidatura avulsa

Debate já está no Supremo Tribunal Federal, que reconheceu repercussão geral do tema

LUÍS GOMES, DA REDAÇÃO 10 de Oct de 2017 - 10h16, atualizado às 10h20
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Foto: Divulgação
Cleinton Bandeira: "Candidatura avulsa será a reforma política mais efetiva, pois vai forçar os partidos a se reformularem"

Ex-filiado ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), o procurador federal na Advocacia-Geral da União (AGU) Cleiton Bandeira (sem partido) ingressou com ação no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) na sexta-feira, 6, para garantir a autorização de candidaturas avulsas, - sem filiação partidária - nas eleições de 2018. A matéria tem como relator o juiz juiz Agenor Alexandre da Silva.

Na avaliação do procurador federal, o que chama de “monopólio dos partidos” afasta o cidadão da política. “Acabamos de dar um grande passo em prol da democracia e da liberdade, pois queremos assegurar que os cidadãos de bem que não pactuam com os partidos possam recuperar o interesse pela política e poder contribuir com sua comunidade”, argumentou Cleiton Bandeira.

Pré-candidato ao governo do Estado, Cleiton Bandeira afirma que o modelo político do País está “falido” e que as legendas são um dos responsáveis pela corrupção. “A candidatura avulsa será a reforma política mais efetiva nesse País, pois vai forçar os partidos a se reformularem diante da concorrência dos candidatos independentes. Eu tenho um sonho de que nos livraremos dessa corrupção que mata dezenas de pessoas todos os dias, pela falta de saúde e de segurança, bem como rouba o futuro das crianças pela falta da educação ”, disse.

Tema no Supremo
Cleiton Bandeira acionou o Judiciário do Tocantins em prol das candidaturas avulsas, mas o tema já está sendo debatido pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Possibilidade vedada pela Câmara dos Deputados na votação da Reforma Política, a garantia de disputar cargo eletivo mesmo sem ter filiação partidária foi reconhecida por todos os ministros do STF como matéria de repercussão geral.

Segundo a decisão do Supremo Tribunal Federal, a questão tem relevância social e política para que o caso seja futuramente analisado. “Reconhecendo a repercussão geral, teremos tempo de nos preparar, estudar e marcar um encontro com este assunto mais à frente”, afirmou o relator, ministro Luís Roberto Barroso. (Com informações da assessoria do procurador, da Câmara dos Deputados e do STF)
 

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