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PMDB faz primeira reunião após expulsão de Kátia Abreu e discute posicionamento para 2018

Peemedebistas vão instalar conselho político e setores para mulher e juventude

LUÍS GOMES, DA REDAÇÃO 07 de Dec de 2017 - 11h58, atualizado às 08h02
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Fotos: Divulgação | Montagem CT
Kátia [foto] foi expulsa em novembro do PMDB; Derval [foto] previa "tranquilidade" sem senadora no partido 

O Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) do Tocantins se reúne pela primeira vez após a expulsão da senadora Kátia Abreu (sem partido). A parlamentar sempre sofreu resistência da cúpula peemedebista, com a qual rompeu logo após a eleição de 2014. O encontro acontece a partir das 10 horas do dia 15, em Palmas, no Hotel Rio Sono, e contará com a presença de membros do diretório e da executiva estadual da sigla.

De acordo com informações da assessoria do partido, está pautado para o encontro uma definição de posicionamento político do partido para as eleições de 2018. O PMDB do Tocantins também pretende instalar o conselho político, assunto já tratado em outras reuniões. Ainda está previsto discussões para a constituição de um setor mulher e jovem na legenda. Segundo um peemedebista ouvido pelo CT, Kátia Abreu é “página virada” e não deve ser assunto no evento.

Histórico
Kátia Abreu filiou-se ao PMDB com a intenção de assumir o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) no governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), reduto do partido. A senadora foi importante nas eleições de 2014, pois foi a responsável por conseguir a intervenção no diretório tocantinense que garantiu a candidatura de Marcelo Miranda (PMDB) ao governo do Estado. Na época foi tomada pelo então deputado federal Júnior Coimbra (SD).

Kátia Abreu e Marcelo Miranda foram eleitos, mas antes da posse brigaram. A parlamentar alegava não ter sido atendida com as secretarias que exigia, tornando-se oposição ao governador da qual era correligionária. Em acordo com a executiva nacional, os dois grupos passaram a dividir a direção regional meio a meio, mas a presidência do PMDB do Tocantins ficou com um marcelista, Derval de Paiva. Entretanto, as críticas da senadora ao Palácio Araguaia nunca cessaram e provocações eram constantes, como quando se disse que seria candidata a governadora pela sigla.

Com crise do governo Dilma Rousseff (PT) e o posterior impeachment, Kátia Abreu, que era ministra da Agricultura, ficou ao lado da amiga e contra o agora ex-partido. Atacou líderes nacionais da legenda e se tornou comandante do pelotão de choque da petista no Senado Federal. A tocantinense que fez o adendo no impedimento não tirar os direitos políticos da ex-presidente. Esta postura da senadora rendeu-lhe um processo de expulsão que foi concluído no dia 23 de novembro.

“Vai fluir melhor”
O CT tentou conversar com o presidente do PMDB no Tocantins, Derval de Paiva, mas não obteve sucesso. O último comentário do peemedebista sobre Kátia Abreu aconteceu em agosto, quando o partido tinha se manifestado pela expulsão dela no início do processo. O peemedebista comentou na época que, sem a senadora, a legenda ia “fluir melhor” e poderia trabalhar "com tranquilidade" os projetos para as eleições de 2018. “Total saturação, total cansaço, Ela vem mudando para pior, cada vez mais agressiva, mais provocativa”, falou ainda.

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