Tonolucro

História do TO escondida na arquitetura das igrejas

PORTAL CT, DA REDAÇÃO 17 de Jun de 2008 - 08h08
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Júnio Batista
É professor e escritor
juniobatista@bol.com.br

As igrejas e a história do Tocantins 

Um pedaço da história tocantinense está escondida na arquitetura colonial das igrejas. Só no município de Natividade, são três igrejas. A menor é de São Benedito, a igreja possui um estilo jesuítico. Relatos dos cronistas contam que sua construção se deu  pelos escravos  que vieram para região para trabalhar nas minas de ouro, apesar de não ter  nenhum documento oficial que comprove sua construção.

A mais conhecida é a de Nossa Senhora dos Rosários dos Pretos, eleita em 2007 pela revista Cara como uma das “Sete Maravilhas do Brasil”. A igreja  possui os arcos da entrada central feitos com grandes tijolos especiais da época. Também construída pelos escravos, ficou inacabada. Para o historiador Visitante Pohl “caso tivesse sido concluída a  igreja da capitania do Norte de Goiás seria  o monumento símbolo da raça negra e o trabalho escravo da fase da mineração”. Construída em pedra canga trazida do alto da serra de Natividade, a obra foi parada antes de 1817, por falta de recursos. O motivo: os negros, orgulhosos, não aceitaram as ofertas de dinheiro dos brancos para concluir a obra.

Já a Igreja Matriz do município, seus cultos são dedicados à devoção de Nossa Senhora da Natividade. Segundo relatos dos cronistas a sua construção se deu em 1759, porém a imagem foi chegou duas décadas antes, no inicio do período da mineração. Foi ainda a primeira imagem trazida para a o norte da província de Goiás. Ela foi trazida pelos missionários jesuítas, em embarcações pelo rio Tocantins, depois nos ombros dos escravos até o pé da serra onde se erguia o povoado denominado de Vila de São Luis.

No município de Monte do Carmo, a Igreja Nossa Senhora do Carmo é datada do século XVIII construída em 1801, pela irmandade Nossa Senhora do Carmo. Por sua simplicidade, revela feições primitivistas dificilmente encontrados com tanta propriedade na arquitetura colonial da região.

Em Porto Nacional, tem a famosa Catedral de Nossa Senhora das Mercês, estrategicamente situada nas margens do rio Tocantins, apesar da construção ter sido iniciada em 1894, concluída somente dez anos depois, em  1904, a sua historia vem desde 1810, quando ouvidor Thetonio Segurado fez uma doação de dois contos de réis, para edificação de um templo à Nossa Senhora das Mercês.

A igreja foi projetada em pedra e tijolos, representa o estilo românico de Toulouse, França (região de origem dos Freis construtores). A maioria das suas imagens sacras foram trazidas da França e de Belém do Pará.

Em Dianópolis, são duas igrejas, a mais antiga Igreja de São José das Missões, templo construído por volta de 1750 – época em que existia na região aldeamento indígena, organizado pelos padres jesuítas; além da  Capelinha dos Nove, erguida no túmulo das nove vítimas do massacre que houve no “tronco” em 1919.

Em Tocantinópolis, a igreja de Nossa Senhora da Consolação – hoje catedral,  apesar de não existir relatos da data certa da construção, o que se sabe pelos relatos  orais é a cidade cresceu em virtude da igreja, construídas pelos navegadores com intenção de reverenda a santa da navegação, acabou atraídos os colonos para região.

Já em Tocantínia, a igreja de São Sebastião, construída por volta 1840, pelo franciscano Frei Antônio de Ganges que andava catequeisando os índios Xerente.

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