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Vistoria da DPE constata falta de rouparia e de medicamentos nas UPAs de Palmas

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Vistoria da DPE constata falta de rouparia e de medicamentos nas UPAs de Palmas
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O Núcleo Especializado de Defesa da Saúde (Nusa) da Defensoria Pública (DPE) fez vistoria nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e constatou falta de rouparia, medicamentos e insumos. De acordo com o órgão de controle, irregularidades foram encontradas tanto no hospital da região norte quanto da região sul.

As vistorias foram realizadas pelo defensor Arthur Luiz Pádua Marques, coordenador do Nusa. À DPE foi informado que na UPA Sul a quantidade de lençóis enviada pela Secretaria de Saúde de Palmas (Semus) é insuficiente para atender a demanda da unidade, bem como que lençóis são extraviados quando pacientes são enviados a outros hospitais.

Além do problema da rouparia, a Nusa identificou que a UPA Sul não tem suprimento de fundos para compras emergenciais. O relatório da vistoria destaca que falta oxímetros, glicosímetros e aparelhos para aferir pressão arterial e termômetros. Na ala de observação pediátrica da unidade, a informação apurada pela Defensoria é de que não há médico pediatra de plantão, apenas socorristas.

Dentre a falta de materiais, insumos e equipamentos na UPA Sul, o Nusa identificou que faltam: sabão esmatico, polifix, fio de sutura, sondas longas para lavagem gástrica, oxímetro e glicosímetro. Outra situação registrada pela Defensoria é a de que os pacientes e acompanhantes não têm refeição oferecida pela unidade, mesmo os que ficam até 24 horas no local.

Já na UPA Norte, o principal problema identificado pela Defensoria é a falta de insumos e medicamentos importantes na rotina da unidade, como tramal, utilizado para dor; e ranitidina, indicado para o tratamento de úlcera no estômago. Na semana anterior à vistoria faltava diazepam, anota o relatório do Nusa.  

Segundo a Defensoria Pública, falta ainda medicamentos como dramin; beta 30, fitas utilizadas no aparelho glicosímetro. Conforme o relatório da vistoria na enfermaria feminina, alguns usam o medicamento dolantina por falta do tramal, o que  segundo o Nusa “prejudica a saúde visto que é uma droga mais forte do que o paciente necessita”.

Além disso, o Nusa verificou que a UPA Norte também não tem suprimento de fundos para compras emergenciais; pacientes e acompanhantes não têm refeição, apenas os servidores.

A Defensoria Pública informa que está providenciando recomendação para a Semus para regularizar todas as não conformidades. O CT acionou a Prefeitura de Palmas e aguarda manifestação. (Com informações da Ascom/DPE)

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