Caro Osires Damaso,
Sabe do imenso respeito e admiração que nutro por você, que tem uma história de vida pública de grandeza como deputado estadual e deputado federal. Do ponto de vista ideológico podemos discordar, mas sua retidão sempre foi muito evidente para mim e um exemplo para a classe política do Estado, paupérrimo em representantes nesse campo da moral. Assim, foi com uma imensa decepção que vi suas ações para retirar as máquinas dos municípios e ao se sujeitar a excluir o nome do deputado federal Vicentinho Júnior da lista dos apoiadores da Feira da Colheita.
Dizer que cumpre a lei ao alijar o parlamentar dos apoiadores não é verdadeiro, porque todos os eventos do governo destacam aqueles que enviaram emenda para a realização.
Dessa forma, concordo com Vicentinho quando ele disse que você está se apequenando. Só não compactuo com o malabarismo que o deputado fez para tirar seu chefe, o governador Wanderlei Barbosa, da história. Retirar esses maquinários e o nome de um político tido como adversário de entre os apoiadores de um evento é típico dele, que faz política de corrutela e sem grandeza para o cargo que ocupa. Wanderlei não tem a mínima noção de gestão pública, basta ver o que seu governo está fazendo com as contas do Estado. É totalmente desqualificado para a cadeira em que está sentado.
É esse o tipo de governador que você, Damaso, decidiu servir. Não tenho a menor dúvida de que a ideia de recolher o maquinário e de tirar o nome de adversário de um evento partiu dessa mente tacanha, pequena, que promove hoje no Tocantins perseguições de toda forma, à imprensa, a prefeitos e a qualquer um que esse parvo que está governador encare como adversário.
Para ilustrar, sobre a questão da retirada das máquinas, coloquei na nota que fiz sobre o caso a foto de uma prefeita e ela entrou em contato comigo desesperada. Motivo: me dizia que as perseguições do governo contra ela aumentariam com a sua imagem exposta. Esse é o clima que esse protótipo de ditador instaurou no Tocantins e que prospera em função da covardia de nossos líderes.
É uma pena, amigo, ver você servir a isso, alguém que não precisa se submeter a esse papel de lacaio. Termino com a adaptação de uma sabedoria oriental que diz que o porco quando entra no palácio não vira rei, é o palácio que vira chiqueiro. No seu caso, afirmo: quando um homem de sua envergadura serve a um governo de anões e a ele se submete, não enaltece o governo; é você que se reduz ao tamanho do desclassificado que hoje faz um claro desgoverno neste Estado.
Saudações democráticas,
CT