A Assembleia aprovou na noite dessa quarta-feira, 22, a autorização para que o governador exercício Laurez Moreira (PSD) possa contrair empréstimo junto ao Banco do Brasil no valor de R$ 1,7 bilhão. A sessão foi avaliada pelos governistas como a primeira derrota do governador afastado Wanderlei Barbosa (Republicanos) no Legislativo. O filho dele, o deputado Léo Barbosa (Republicanos), liderou o movimento para tentar esvaziar a sessão com apoio dos parlamentares ainda fiéis a Wanderlei, mas não conseguiu.
OS EX-FIÉIS
Na tarde e noite de intensas movimentações, o Palácio mostrou que já tem seus aliados em plenário, inclusive, alguns daqueles que eram extremamente fiéis ao governador afastado. A autorização legislativa foi aprovada com 13 votos favoráveis, ou seja, todos os parlamentares presentes. Com exceção de Eduardo Mantoan, que estava em viagem a Brasília, os outros 10 ou se mantiveram fiéis a Wanderlei, ou simplesmente se colocaram contra o empréstimo para o novo governo.

OS JÁ CONSIDERADOS DA BASE
Votaram favoráveis: Danilo Alencar (PL), Eduardo do Dertins (Cidadania), Gipão (PL), Gutierrez Torquato (PDT), Jorge Frederico (Republicanos), Luciano Oliveira (PSD), Marcus Marcelo (PL), Moisemar Marinho (PSB), Olyntho Neto (Republicanos), Júnior Geo (PSDB), Valdemar Júnior (Republicanos) e Wiston Gomes (PSD).
NÃO PARTICIPARAM
Não participaram da sessão: Cláudia Lelis (PV), Cleiton Cardoso (Republicanos), Eduardo Fortes (PSD), Eduardo Mantoan (PSDB), Ivory de Lira (PCdoB), Jair Farias (UB), Léo Barbosa (Republicanos), Nilton Franco (Republicanos), Janad Valcari (PL), Vanda Monteiro (UB) e Vilmar de Oliveira (SD).
OS FÉIS
Desse grupo de ausentes, sete estão sendo considerados ainda fiéis a Wanderlei Barbosa: Cláudia Lelis, Cleiton Cardoso, Eduardo Fortes, Ivory de Lira, Léo Barbosa, Nilton Franco e Vilmar de Oliveira.
MANTOAN EM BRASÍLIA
Mantoan, como foi ressaltado, estava em Brasília. Chegou-se a cogitar mandar um avião buscá-lo, mas a ideia acabou sendo descartada.
ALIADOS DE DORINHA, MAS ELA NÃO INTERVEIO
Os outros três são aliados da senadora Dorinha Seabra Rezende (UB), mas garantiram que a pré-candidata a governadora não interferiu nessa discussão. Assim, o que se tem concluído, é que eles simplesmente são contra a autorização do empréstimo neste momento para o novo governo. São eles: Jair Farias, Janad Valcari e Vanda Monteiro.
PEDIDO DE VISTAS NEGADO
Uma das tentativas de manobra de protelação foi feita por Eduardo Fortes na Comissão de Finanças, Tributação, Fiscalização e Controle. A ideia era que ele pedisse vistas, contudo, o presidente Olyntho, a concedeu mas para outro membro do mesmo bloco de Fortes, o deputado Gipão. O parlamentar do PSD chegou a reclamar, mas Olyntho garantiu que o colega do PL já havia se antecipado, por isso concedeu a vistas a Gipão. Como só um parlamentar do mesmo partido ou bloco tem direito, Fortes não pode fazer a protelação.
Assista o momento na Comissão de Finanças:
PODERIA TER FECHADO
A postura de Amélio também foi vista como favorável a Laurez. Isso porque ele poderia ter fechado a sessão por falta de quórum enquanto os governistas tentavam convencer os colegas a votarem o empréstimo. Porém, o presidente manteve a sessão aberta até que houvesse número suficiente de parlamentares para colocar a matéria em votação.
VALDEMAR O ESCOLHIDO; NILTON, O PRETERIDO
Outra observação desses bastidores foi o voto favorável do Valdemar Júnior e a fidelidade a Wanderlei demonstrada por Nilton Franco. Parlamentares lembraram à coluna que o governador afastado impôs derrota a Nilton no início do ano para dar a presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) justamente a Valdemar. “O Valdemar relatou o pedido de empréstimo e acelerou a aprovação. Se o presidente fosse o Nilton nada disso teria acontecido”, apostou um deputado.
OS MAIS FIÉIS
Segundo esse parlamentar, os maiores responsáveis pela aprovação do pedido de empréstimo foram os deputados tidos como mais fiéis a Wanderlei: Amélio, Valdemar, Olyntho, Dertins e Jorge Frederico. “O presidente da Assembleia que o Wanderlei reelegeu e as duas comissões [CCJ e Finanças] que o governador afastado bancou e brigou com todo mundo para eleger”, esmiuçou.
O QUE LÉO OUVIU
Inclusive, ele contou que Léo Barbosa ouviu o seguinte de um colega ao pedir para não votar o empréstimo: “Você tem que pedir é para os dois presidentes seus não votarem nas comissão, Olyntho e Valdemar, não para mim”.

















