O vereador de Palmas Carlos Amastha (PSB) chamou de “fraude”, da tribuna da Câmara, na manhã desta terça-feira, 11, o que considera uma manobra do PSD junto à Justiça, a ação que deve resultar na saída do vereador Juarez Rigol (PL). Suplente de vereador do Progressistas na Capital, Raimundo Nonato, o Nonatão da Quatro, teve uma Ação de Investigação Judicial (Aije) acolhida no fim de outubro pela 29º Zona Eleitoral. O juiz Luiz Zilmar dos Santos Pires determinou a nulidade da votação recebida pelos candidatos proporcionais do PSD nas eleições de 2024 por fraude à cota de gênero. Com a decisão, Nonatão deve ficar com a vaga de Juarez Rigol (PL).
TREMENDA FRAUDE
Amastha disse que não entende como um partido do “tamanho do PSD se presta para uma tremenda fraude dessa”. “O PSD não elegeu ninguém, fez coisa de 2,5 mil votos, e foi ver a quem que poderia prejudicar. Com isso, encontraram o vereador Juarez e vereadora Iolanda como suas vítimas”, afirmou – Iolanda Castro (Republicanos), a princípio, não será atingida pela medida.
O PRÓPRIO PSD
Segundo Amastha, “o próprio partido promove uma ação contra ele de fraude por ter montado aquela chapa fraudada com as mulheres, que quem montou foi o presidente do partido, quem assinou o Drap [Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários]”. “Na sequência, na audiência, o Nonatão leva cinco testemunhas, o PSD abre mão de inquirir as testemunhas… Na sequência, nas alegações finais, o partido apresenta uma linha, não é uma lauda, mas uma linha de defesa. Aparece a sentença, o partido se dá por intimado antes da comunicação oficial, deixa correr o prazo, não recorre e vem o trânsito em julgado. Isso é fraude!”, reforçou o vereador. O presidente do PSD é o senador Irajá, cujo nome Amastha evitou citar.
PRESIDENTE DO PSD DEVERIA SER PUNIDO
Para o parlamentar, “esse tipo de golpe não é bem-vindo nesta Casa”. “E eu, vereador Juarez, estarei para defender o seu direito até a última consequência porque, se alguém tem que ser punido, é o presidente do partido, que montou esse Drap fraudado”, acusou Amastha. Para ele, as únicas vítimas foram as mulheres que ficaram inelegíveis, Cleonice Ferreira e Daiana Oliveira, ambas do próprio PSD.
ARMAÇÃO
Rigol agradeceu o “senso de justiça” do colega e disse que sofre uma injustiça nesse caso. “Eu, com meus mais de 30 anos advocacia, não tinha vivido, nem com cliente, isso que estou vivendo na pele. Uma situação, assim, esdrúxula. Eu digo que é uma heresia jurídica, uma armação, mas eu confio muito na Justiça”, disse o vereador do PL. Ele contou que já estar tomando todas as medidas cabíveis para, inclusive, “ter consequência para quem manipulou tudo isso”. “É uma manipulação, um atentado contra a democracia, e nós não vamos nos calar enquanto vereador”, avisou.

















