IMPACTO NA BASE DA ALETO
A volta do governador Wanderlei Barbosa (Republicanos) ao comando do Estado impacta muito fortemente a base palaciana na Assembleia. Tem o que eram fortes e se tornaram ainda mais; os que eram da cozinha do Palácio e agora não entram nem pelas portas do fundo; e os que eram rejeitados e agora ocupam área nobre na sala principal.
AMÉLIO SAI GIGANTE

De todos, o mais fortalecido é o presidente da Assembleia, Amélio Cayres (Republicanos), que demonstrou sólida fidelidade e compromisso com Wanderlei, segurou todos os rojões, as pressões mais brutais — dizem que sobretudo semana passada — e não pautou o processo de impeachment. Ao contrário do que fez, por exemplo, o então presidente da Aleto, Toinho Andrade (Republicanos), que não resistiu uma semana.
SEM ACESSO
Por falar nele, Toinho está entre os que não devem ter mais acesso fácil ao Palácio, já que foi para o lado do vice-governador Laurez Moreira (PSD). Os aliados de Wanderlei não esquecem do apoio que o governador deu a Toinho na candidatura de prefeito de Porto Nacional, no an o passado, apesar, afirmam agora, de já ter nascida derrotada.
PORTAS FECHADAS

Entre os que terão a entrada no Palácio interditada estão Olyntho Neto (Republicanos), Valdemar Júnior (Republicanos), Luciano Oliveira (PSD) e Jorge Frederico (Republicanos), este último líder do governo Laurez na Casa. Como Toinho, Jorge foi outro que teve o apoio de Wanderlei para prefeito, em Araguaína, no ano passado, mesmo com todos os prognósticos contrários, assinalam aliados do governador que voltou.
REABILITADOS

Há ainda os readmitidos no Palácio e que antes do afastamento de Wanderlei estavam escanteados ou totalmente vetados. Entre esses, Nilton Franco (Republicanos), Jair Farias (UB) e Vanda Monteiro (UB).
CASAL DE VOLTA?

Quem parece que está se reaproximando do governador é a deputada estadual Janad Valcari (PL), que antes do afastamento de Wanderlei havia ligado a metralhadora giratória contra o Palácio. O marido dela, o empresário Ordiley Valcari, era um dos que estavam no Palácio na volta do chefe do Executivo, junto com outros readmitidos. O que dizem é que essa reaproximação do casal foi obra do filho de Wanderlei, Léo Barbosa (Republicanos).
NÃO HÁ DE FALTAR
A ex-senadora Kátia Abreu postou mensagem repleta de expectativas e esperanças em suas redes sociais nesta segunda-feira, 8. Após desejar “semana abençoada com saúde, paz e justiça” “em especial ao tocantinenses”, avisou: “Justiça de Deus e dos homens que não há de faltar”.
DE UM FEUDO A OUTRO
O jornalista e publicitário Marcelo Silva resumiu o looping da montanha-russa Tocantins num só tuíte:
BRINDADO PELA EXONERAÇÃO

O delegado Bruno Azevedo, reconduzido ao comando da Secretaria Estadual da Segurança Pública, foi brindado pela exoneração semana passada pelo então governador em exercício Laurez Moreira. Se estivesse no cargo sexta-feira, 5, possivelmente não voltaria a capitanear a pasta.
O 1º EM 20 ANOS

Com sua volta ao Palácio — e, claro, se não houver outro looping da montanha-russa Tocantins –, Wanderlei Barbosa pode se tornar o primeiro governador a estar no mandato sem direito à reeleição desde Siqueira Campos em 2002, ou seja, há 24 anos. E, lógico, o primeiro a concluir os quatro anos desde Marcelo Miranda em 2006, isto é, há 20 anos.
NEM CARREATA, NEM PRESENÇA

Na reunião do MDB na sexta, em Araguaína, o presidente regional, deputado federal Alexandre Guimarães, não deixou passar despercebida a ausência de seu aliado maior na cidade, o prefeito Wagner Rodrigues (UB). Visivelmente irritado, lembrou ter destinado emendas para todos os 139 municípios e que só para Araguaína foram R$ 150 milhões. “Tem cidade em que botei R$ 1 milhão e o prefeito me recebe em carreata. Aqui, depois de tudo que já coloquei, o prefeito nem aparece”, disparou.
NÃO TEM A PACIÊNCIA DO IRMÃO
Guimarães ainda citou o irmão, o vice-prefeito Israel Guimarães (MDB), dizendo que “queria ter a mesma paciência dele, mas não tenho”. E completou, em tom de desafio: “Espero que amanhã [sábado, 6], no meu churrasco, ele apareça.” Wagner não foi ao regabofe do parlamentar.
SEM CHANCE
Por trás do desentendimento, claro, está 2026. Guimarães quer o apoio de Wagner para o Senado, mas o prefeito já está certo com Eduardo Gomes (PL) e a segunda vaga caminha para ficar com Irajá (PSD). Se não, poderá ficar com Carlos Gaguim (UB), mas muito pouco provável que Wagner peça voto para o emedebista.
















