Líderes ruralistas disseram à coluna que, ao contrário do que afirmou o secretário estadual da agricultura, César Halum, não há nenhuma pacificação na categoria em relação ao REDD+, o programa de crédito de carbono do governo do Tocantins, iniciado pelo ex-secretário estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos Marcelo Lelis. Muito longe disso.
PRIORIDADE ABSOLUTA PARA O ZEE
O presidente da Associação dos Produtores Rurais do Sudoeste do Tocantins (Aproest), Wagno Milhomem, disse à coluna que a prioridade absoluta da categoria é o Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE). Segundo ele, o governador em exercício Laurez Moreira (PSD) pediu que o setor produtivo apresente uma proposta para a ZEE em 60 dias, que será a linha com todas as entidades do agronegócio do Tocantins. Ele explicou que isso será encampado pela Frente de Entidades do Agronegócio Tocantinense (Feato).
SUSPENSÃO EM DEFINITIVO
Em relação ao REDD+, Milhomem avaliou que o projeto foi “mal concebido”, porque não contou com a participação dos produtores. “Nós estamos construindo com o governador, primeiro analisando qual que é a melhor proposta, qual que é a melhor saída para o REDD+. Vamos continuar com o REDD+ ou vamos propor ao governo que definitivamente suspenda esse programa?”, afirmou o líder ruralista.
EQUILÍBRO
O presidente da Aproest contou que o governador colocou as secretarias, o Ruraltins, o Naturatins e o Itertins à disposição para atuar junto com os produtores. “Para que reflita esse equilíbrio entre produção e meio ambiente. Uma construção conjunta, governo e nós. Agora o REDD+ está muito questionado ainda pelo produtor”, disse.
NÃO TEM COMO PROSPERAR
Os produtores vão se reunir com o secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Divaldo Rezende, no dia 31, para discutir toda a agenda ambiental proposta pela Feato, inclusive o REDD+, mas tendo o ZEE como prioridade absoluta. “Do jeito que o REDD+ está hoje, ele não tem como prosperar. Não tem chance nenhuma. Como o apoio do produtor, não”, avisou Milhomem.

















