A Operação Nêmesis da Polícia Federal vai às ruas de Palmas nesta quarta-feira, 12, um dia após o PSB, do vereador Carlos Amastha, pedir a prisão do governador afastado Wanderlei Barbosa (Republicanos) por suposto descumprimento das medidas cautelares impostas pelo ministro Mauro Campbell, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), no âmbito da Operação Fames-19.
VISITAS DE INVESTIGADOS
Entre os motivos do comunicado do PSB ao Supremo Tribunal Federal (STF), ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal foram as visitas que Wanderlei recebeu dos deputados estaduais Cláudia Lelis (PV) e Ivory de Lira (PCdoB), ambos também investigados pela Fames-19. Uma das medidas cautelares imposta pelo ministro Campbell a Wanderlei é que ele e a primeira-dama Karynne Sotero não tenham contato com investigados.
DEPUTADOS INVESTIGADOS
Cláudia, Ivory, Léo Barbosa (Republicanos) – filho de Wanderlei – e outros sete parlamentares são investigados na Fames-19 porque enviaram R$ 38,274 milhões em emendas que também teriam irrigado o esquema de compra de cestas básicas pela Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social (Setas), durante a pandemia da Covid-19, em 2020 e 2021, para famílias vulneráveis em áreas pobres do Estado. Wanderlei pode se encontrar com os filhos, conforme a decisão de Campbell.
DE R$ 10 A R$ 13 DE COMISSÃO POR CESTA
De acordo com a PF, os parlamentares que enviaram emendas teriam recebido de R$ 10 a R$ 13 de comissão por cesta básica comprada pela Setas. Por isso, uma vez que são investigados, esses deputados não podem ter qualquer contato com Wanderlei. Contudo, o governador afastado recebeu Ivory no dia 2 e Cláudia Lelis no dia 3. Todos esses encontros foram postados por eles mesmos nas redes sociais. Em seu post, inclusive, Cláudia chegou a escrever: “Manhã hoje com nosso líder, nosso governador Wanderlei Barbosa e a excelente deputada, minha amiga Vanda Monteiro. Tamo junto!” Nesta quarta-feira, 12, Claúdia também foi alvo da Operação Nêmesis.
DEMONSTRAÇÃO DE FORÇA
As visitas dos parlamentares foram recebidas como uma demonstração de força política de Wanderlei, em meio à tentativa de um grupo de deputados de coletar assinaturas para pressionar o presidente da Aleto, Amélio Cayres (Republicanos), a abrir o processe de impeachment contra o governador afastado. Também foram visitá-lo Eduardo Fortes (PSD), Jair Farias (UB) e Vanda Monteiro (UB). Nenhum dos três são investigados pela Fames-19.
REAÇÃO DE AMASTHA
Na sessão da Câmara de Palmas dessa terça-feira, 11, Carlos Amastha comentou essas visitas a Wanderlei e anunciou o comunicado que fez às autoridades: “A gente tem visto todos os dias é deputada Cláudia Lelis ou outro deputado aparecendo, tirando foto publicamente, dizendo ‘meu chefe, estamos juntos’ […] Inclusive, [no comunicado às autoridades] pedindo a prisão do ex-governador pelo descumprimento dessas medidas cautelares. É gravíssimo! Com certeza, o Superior Tribunal de Justiça ou Supremo Tribunal Federal vão tomar as medidas cabíveis, ou a própria Polícia Federal ou o Ministério Público Federal. Estamos brincando com a Justiça, Estamos brincando com a democracia!”

















