O PSB do Tocantins, presidido pelo vereador de Palmas Carlos Amastha, protocolou notícia de fato junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e à Polícia Federal contra o governador afastado Wanderlei Barbosa por suposto descumprimento das medidas cautelares impostas pelo ministro Mauro Campbell, no âmbito da Operação Fames-19. De acordo com o comunicado, Wanderley estaria se comunicando com investigados, o que foi proibido por Campbell. “São atos que evidentemente tumultuam, impedem o segmento de medidas de responsabilização criminal e política, e nós estamos comunicando isso em diversas instâncias para recomendar a adoção de medidas mais severas, a critério da autoridade judiciária, inclusive, eventualmente, a prisão”, afirmou o advogado do partido, Márlon Reis.
TRAVAM INSTITUIÇÕES
Segundo ele, “estamos num quadro em que eles [Wanderlei e demais investigados] se comunicam entre si, combinam”. “E, com isso, estão travando o andamento das instituições do Tocantins, o que mostra o uso do poder para buscar impunidade”, defendeu Márlon.
10 FORA DO IMPEACHMENT
Ele disse também que o PSB vai ingressar ainda nesta terça-feira, 11, com mandato de segurança para que os dez deputados estaduais investigados na operação Fames-19 não participem do processo de impeachment contra Wanderlei. “Estamos impetrando também ainda hoje [terça] um mandado de segurança, que já está pronto, está sendo protocolado, pedindo que o Judiciário declare o afastamento de qualquer assunto relacionado ao pedido de impeachment dos 10 investigados, obviamente porque eles são co-investigados pelos mesmos fatos”, explicou.
SÓ 14
Segundo Márlon, se a Justiça atender o pedido, apenas os demais 14 parlamentares poderiam participar de qualquer ato sobre o impeachment contra Wanderlei.

















