Nos bastidores, o que se dizem que já começa a ocorrer agitação na Assembleia que pode resultar no desaguamento de deputados na base do governador em exercício Laurez Moreira (PSD). No final da semana passada, como a coluna mostrou, Laurez foi recebido pelo prefeito de Augustinópolis, Antônio do Bar (Republicanos), e seu irmão, o presidente da Assembleia, Amélio Cayres (Republicanos), na passagem do governador pelo Bico do Papagaio. O que as fontes garantem é que a conversa foi muito boa e produtiva.
MÁQUINA EMPERRADA
A rejeição do recurso do governador afastado Wanderlei Barbosa (Republicanos) pelo ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, deve acelerar essa movimentação, uma vez que há a preocupação do Palácio com o andamento da máquina pública, que fica emperrada diante da instabilidade gerada pela possibilidade de um retorno de Wanderlei, ainda que seja vista como remota.
SOBREVIVÊNCIA POLÍTICA
De outro lado, os deputados estaduais também se preocupam com a própria sobrevivência política, já que a pré-campanha está em andamento e o governo naturalmente vai abrigar aqueles que aceitarem compor a sua base. Os que ficarem de fora terão que enfrentar a fúria dos aliados em suas bases, que provavelmente ficarão sem cargos na máquina do Estado. Isso significa problema eleitoral à vista, o que nenhum parlamentar que busca a reeleição quer.
VICE DA ASSEMBLEIA
Também se comenta que, nessa movimentação intensa dos últimos dias, uma das conversas ouvidas é de que o vice da chapa de Laurez pode sair da própria Assembleia.
OU RENÚNCIA OU IMPEACHMENT
Dessa forma, a recomposição da base governista no Legislativo naturalmente vai empurrar Wanderlei para uma escolha: ou a renúncia, ou um processo de impeachment.

















