Os vereadores de Palmas prometem engrossar as ações contra a BRK Ambiental. O líder do governo na Câmara, Walter Viana (PRD), tem sido mais duro e quer a cassação da concessão do serviço para a empresa. Já Carlos Amastha (PSB) está pedindo a realização da audiência pública. Entre as insatisfações que apontam, a constante falta de água, esgoto rompendo, a baixa qualidade do atendimento ao cliente e, sobretudo, os apontamentos da última Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que não foram resolvidos e nem soluções apresentadas.
OUTROS INSTRUMENTOS NÃO RESOLVERAM
Contudo, Viana explicou em discurso na quarta-feira, 1º, que defende “a intervenção, cassação e revogação” da concessão “porque os outros instrumentos não resolveram”. “E aqui eu cito vários instrumentos. Nós temos vários procedimentos do Ministério Público, procedimentos da Defensoria, da OAB; nós temos duas CPIs nesta Casa, nós temos várias multas que foram aplicadas pela ARP [Agência de Regulação]. E a empresa não paga a multa, não resolve o problema, não paga a taxa, não está cumprindo o contrato”, apontou.
PALMENSE NÃO AGUENTA MAIS
Assim, prosseguiu o líder, “se há descumprimento do contrato, se há má prestação de serviço, se não está cumprindo o contrato, um serviço de qualidade, esse contrato tem que ser revisto”. “Essa empresa não tem condições de prestar o serviço. E a sociedade palmense não aguenta mais receber justificativa, desculpa, de forma que não venha resolver o problema”, afirmou.
COM O PRESIDENTE DA BRK
Na segunda-feira, 29, os vereadores se reuniram na Câmara com o diretor-presidente da BRK no Tocantins, Cleber Renato Virgínio da Silva. Viana contou ter falado a ele, “de forma muito dura, muito incisiva”, que não vê outra solução que não seja “uma intervenção nessa concessão”, com “a revogação, a cassação dessa concessão”.
NÃO QUER INVESTIR
A empresa está em mais de 100 municípios, com mais de 16 milhões de brasileiros atendidos. “E os problemas aqui na capital são os mesmos. Eles sabem onde está o problema, sabem onde vai ter a falta de água, mas por que nós temos esse problema? Porque a empresa não quer fazer os investimentos. Porque a empresa sequer respeita quem faz a regulação, se é o Estado, se é o município. A população não pode ser mais tratada dessa forma”, defendeu.
Assista o discurso de Walter Viana:

















