A sessão da Câmara de Palmas de quarta-feira, 24, foi palco de um caloroso debate entre o atual líder do bloco parlamentar, Waldson da Agesp (PSDB), e seu antecessor, Carlos Amastha (PSB). Em discussão, a disputa de qual gestão foi melhor: se a da ex-prefeita Cinthia Ribeiro (PSDB), defendida por Waldson, ou se a de Amastha.
NO CHINELO
O debate entre os dois começou porque, em seu discurso, Amastha havia feito uma relação entre Waldson e a ex-prefeita. Quando subiu à tribuna, o tucano rebateu e disse que, se for comparar os seis anos de Cinthia com os cinco anos de Amastha, a ex-gestora deixa o atual vereador do PSB “no chinelo“. “Cinthia foi uma boa gestora. Ela, sim, fez uma gestão de qualidade. Pergunta ao servidores deste município“, provocou o Waldson.
MELHOR FICAR CALADO
De sua poltrona, Amastha reagiu primeiro com desdém: “Eu sei que o ambiente é para fazer uma boa piada. A gestão da prefeita Cinthia? Meu Deus do céu, vereador Waldson! Eu sei que [Cinthia] é do seu partido, que andou te ameaçando porque você não estava defendendo ela. Mas a melhor defesa é ficar calado e não falar das barbaridades que essa senhora fez com a nossa saúde, com a nossa educação, com o nosso turismo, com a nossa infraestrutura etc, etc, etc”, atacou o vereador do PSB, garantindo que não se ofendia com a comparação. “Porque é para dar risada”, menosprezou.
4 MIL CONTRATROS E O “CONDENADO”
Então, o ex-prefeito se colocou em terceira pessoa para garantir: “O melhor prefeito desta cidade para o funcionário público foi disparado o Amastha”. “Porque eu não tinha 4 mil contratos, eu não tinha, como o condenado, 400 contratos no gabinete, gente estudando na Bolívia”, afirmou, usando o adjetivo depreciativo para se referir a seu antecessor, Raul Filho.
TODO DINHEIRO PARA O CONCURSADO
Segundo Amastha, “todo o dinheiro, absolutamente todo o dinheiro, que cabia dentro do orçamento município, obedecido o limite prudencial, era para o concursado”. “E esse teve toda a valorização e todo o dinheiro foi gasto nisso”, assegurou. Contudo, avisou, “contratar gente como cabo eleitoral definitivamente” não é o seu perfil. “Para mim, funcionário público é para entregar, para trabalhar, para prestar um serviço de excelência ao cidadão. E esse funcionário tem que ser o melhor capacitado, o melhor treinado, o melhor pago e o mais cobrado.”
NÃO PAGAVA O FUNCIONÁRIO
Na sua questão de ordem, Waldson voltou à carga e disse concordar com Amastha, mas assegurou que o ex-prefeito não pagou os direitos dos servidores. “Eu concordo com o vereador Amastha, funcionário público tem que ser pago, só que ele não pagava os direitos dos funcionários, ele nunca pagava. Como é que um funcionário vai ser bem pago se ele não pagava? Quem pagou foi a prefeita da Cinthia quando assumiu”, ressaltou.
PARA ENGESSAR EDUARDO
Neste momento, Amastha invadiu o aparte de Waldson e afirmou que, no limite prudencial, “todos os direitos que o ‘condenado’ deixou sem pagar, nós cumprimos”. “E deixamos o dinheiro para que a sucessora pudesse pagar mais direitos. Não diga inverdades. Os números falam mais alto. Veja quantos contratos, quantas pessoas tinham sem trabalhar nessa prefeitura, e veja como foi durante a gestão da prefeita Cinthia, que ainda, para piorar, inventou de fazer concurso público no último ano da gestão para engessar a gestão do prefeito Eduardo Siqueira Campos”, acusou, já irritado.
FALA DE OUTRA COISA
Sereno, Waldson retomou a palavra e reafirmou: “Amastha, fala de outra coisa, não fala de funcionário público. Você não cumpriu com a sua responsabilidade com os funcionários públicos. Você não pagava o funcionário público…”, insistiu, mas já cortado novamente pelo ex-prefeito, que voltou a invadir o aparte do tucano, que não pôde continuar seu argumento. O presidente Marilon Barbosa (Republicanos) reclamou da falta de respeito à fala do colega, mas já interrompendo o debate e chamando o próximo orador.

















