Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apontam números robustos para este ciclo produtivo, com área estimada em 1,6 milhão de hectares, crescimento de aproximadamente 6,7% em relação à safra anterior. A estimativa é que o Estado colha cerca de 5,75 milhões de toneladas de soja, contribuindo para que a produção total de grãos no Tocantins ultrapasse a marca histórica de 9,6 milhões de toneladas.
REFERENTE À SAFRA 2025/2026
A expectativa para o início da colheita da soja no Tocantins, referente à safra 2025/2026, está concentrada para o final de janeiro de 2026, ganhando força nos meses de fevereiro e março, a depender do ciclo das culturas de sementes utilizadas (precoces, médias e tardias).
PLANTIO DA SOJA
O plantio da soja foi oficialmente autorizado em 1º de outubro de 2025, logo após o fim do vazio sanitário. No entanto, diferentemente de anos anteriores, o início das chuvas foi irregular, o que resultou em um ritmo lento de semeadura. Em outubro, apenas áreas isoladas foram plantadas e, até meados de novembro, menos de 20% da área total havia sido semeada, devido à falta de umidade no solo.
JANELA CLIMÁTICA
O engenheiro agrônomo da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Seagro), Antônio Cássio Oliveira Filho, explica que o atraso no plantio da soja na safra 2025/2026, provocado pelas chuvas irregulares e pelo calor extremo registrado no último semestre, empurrou a janela de colheita para os meses de fevereiro e março. “O milho segunda safra exige uma janela climática muito precisa, precisando ser plantado, idealmente, até meados de fevereiro no Tocantins, para evitar a seca de maio”, alerta.
ALTERNATIVAS DE CULTURAS
Ainda de acordo com o engenheiro agrônomo, os produtores devem adotar estratégias de diversificação produtiva. Para áreas onde a soja será colhida após os dias 20 ou 25 de fevereiro, o risco para o milho segunda safra torna-se elevado. Nesse cenário, as alternativas mais viáveis são o gergelim, cultura que mais cresce no Tocantins, com alta resistência ao estresse hídrico e ciclo adaptado ao final da janela de chuvas; o sorgo, mais rústico que o milho, tolerante a veranicos e solos com menor reserva hídrica; e o feijão-caupi, tradicionalmente utilizado nas regiões Norte e Nordeste, com ciclo curto e boa adaptação ao clima quente do Tocantins, sendo uma opção para geração de fluxo de caixa mais rápido.
















