A Federação das Indústrias do Tocantins (Fieto) apresentou nesta quarta-feira, 11, um estudo sobre as Condições de Acesso ao Crédito em 2025. A chamada ‘Sondagem Especial’ lista taxas de juros elevadas, falta de linhas de financiamento adequadas às necessidades das empresas e menor prazo de carência como as principais dificuldades do setor produtivo.
BAIXA DEMANDA
Os resultados indicam baixa demanda por crédito entre as indústrias com mais da metade afirmando não ter contratado ou renovado linhas de crédito, tanto no curto ou médio prazo (55%), quanto no longo prazo (61%). Além disto, conforme o levantamento, as poucas empresas que conseguiram renovar o crédito no período analisado acusaram piora em relação a taxa de juros, número de parcelas, período de carência e exigência de garantias.
CRÉDITO PARA FINANCIAR NECESSIDADES OPERACIONAIS
Outro aspecto identificado foi que nas operações de curto ou médio prazo, bem como de longo prazo, os recursos obtidos foram utilizados para custear as necessidades operacionais das empresas. Investimento em máquinas e equipamentos aparece como a segunda finalidade, com maior participação nas operações de longo prazo (35%) em comparação ao curto ou médio prazo (14%).
DEPENDÊNCIA
A sondagem sobre obtenção de crédito da Fieto destaca ainda que há por parte das empresas tocantinenses uma certa dependência de fontes de financiamento do sistema bancário tradicional. Mais da metade delas recorreu aos bancos comerciais, tanto no curto ou médio prazo (57%), quanto no longo prazo (53%).
















