Caros eleitores e caras eleitoras tocantinenses,
Além de impactar a administração, claro, a volta do governador Wanderlei Barbosa ao comando do Tocantins muda completamente o quadro pré-eleitoral. Até quinta-feira o cenário era de uma disputa altamente polarizada entre o então governador em exercício Laurez Moreira e a senadora Dorinha Seabra Rezende. Agora a parlamentar voa em céu de brigadeiro. Por enquanto.
Antes do afastamento de Wanderlei ainda havia a tendência de o presidente da Assembleia, Amélio Cayres, ser o candidato do Palácio no ano que vem. Isso colocava a possibilidade de três nomes competitivos concorrerem: Dorinha, Amélio e Laurez, que, no caso, figuraria como uma terceira via. Também havia o ex-senador Ataídes Oliveira tentando construir. Com o vice-governador assumindo o comando do Estado, o presidente da Aleto, automaticamente, saiu da disputa pelo governo e ficaram os outros dois polarizando.
A volta de Wanderlei cria um terceiro cenário, totalmente favorável a Dorinha. Com o senador Eduardo Gomes — que deve ir à reeleição na majoritária de sua colega de Congresso — como o maior articulador em Brasília do retorno do governador ao Palácio, lógico que um dos pontos que ficam claros para este novo momento é que Dorinha se torna o nome da situação para as eleições do ano que vem.
Dessa forma, sem Amélio no caminho — mas ainda há deputados estaduais que defendem a pré-candidatura dele –, com Laurez sem a caneta de governador e com Ataídes ainda tentando construir, Dorinha se torna mais forte, com sua enorme estrutura de apoio nos municípios — ela tem a seu lado os prefeitos das maiores cidades, por exemplo — e com o Palácio em sua pré-campanha.
Sim, é muito cedo. As forças da oposição podem se aglutinar e dar musculatura a Laurez ou a Ataídes. Mas é preciso começar por uma pergunta elementar: quem são essas tais forças da oposição? Existem, mas nesses últimos anos não demonstraram o vigor que se espera para construir uma candidatura competitiva, já que sequer dispõem de uma portentosa estrutura de prefeitos a seu lado. Palácio e senadora arrebanham praticamente todos os municípios maiores e grande parte dos pequenos. Pouco sobrará a seus opositores.
A outra possibilidade — a mais provável entre essas duas opções — é um novo looping da nossa montanha-russa, o que efetivamente poderia mudar completamente os rumos, mais uma vez, e voltar a tornar as eleições concorridíssimas. Como está o cenário atual, ainda que faltem dez meses para a votação, o resultado me parece muito óbvio.
Saudações democráticas,
CT









