A BRK Ambiental foi tema da sessão desta quarta-feira, 1º, da Câmara de Palmas. Carlos Amastha (PSB) foi à Tribuna para repercutir a reunião privada que os vereadores tiveram com membros da diretoria e do jurídico da concessionária de água e esgoto da Capital, que classificou como “extremamente produtiva” para a Casa de Leis reforçar as principais exigências referentes a prestação do serviço.
NOTIFICAÇÃO E AUDIÊNCIA
Carlos Amastha defendeu a decisão de iniciar o debate por meio de uma reunião privada e afirma que os próximos passos será notificar extrajudicialmente a concessionária para só depois ouví-la na Casa de Leis. “Não adiantava fazer uma sessão ou uma audiência pública, porque ia vir tanta reclamação que não ia dar em nada. A gente só iria ouvir gritaria. Então, o pedido é que, com esta notificação, a gente marque audiência pública para que eles venham com as soluções, com cronograma, para que o povo de Palmas possa ver que aquilo que a Câmara exigiu vai ser cumprido em determinado tempo”, argumentou.
À FAVOR DA MANUTENÇÃO DA BRK, DESDE QUE CUMPRA OS COMPROMISSOS
No discurso, Carlos Amastha elencou as principais reivindicações da Casa de Leis. “Sou absolutamente a favor da manutenção da empresa, mas quando cumpre seus compromissos com esta cidade. Este subsídio cruzado tem que acabar, a nossa agência tem que ser respeitada, o tratamento de esgoto tem que ser ampliado, […] novas redes coletoras, a captação da água no lago são imperativos que devem ser cumpridos”, listou.
HORA DE PRESSIONAR
Joatan de Jesus (PL) sugeriu o uso do relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) realizada em 2024 para investigar a concessionária. “Para pressionar mais ainda a proporcionarem um serviço de qualidade para a população palmense. Em pleno século XXI, é inadmissível que um bairro da nossa Capital fique sem água por mais de 10 dias”, ilustrou. “As desculpas são as mesmas, os problemas são os mesmos de sempre. Chegou a hora de a gente pressionar de verdade”, acrescentou Josmundo Vila Nova (PL), que foi o relator da CPI.
POSTURA RADICAL DO LÍDER
Já o líder do governo, Walter Viana (PRD) aproveitou o debate para defender o fim do vínculo com a BRK Ambiental. “Tenho uma postura um pouco mais radical. Eu defendo a intervenção pelo Poder Executivo ou a revogação, cassação da concessão como único instrumento para resolver o problema de água e saneamento, assim como feito com o transporte público”, exemplificou. A tese recebeu o apoio de Juarez Rigol (PL). “A gente já deu muita chance”, avaliou.
Confira o debate:











