O encontro casual na Assembleia-Geral das Nações Unidas (ONU) entre os presidentes Lula da Silva (PT), do Brasil, e Donald Trump, dos Estados Unidos, não teve nada de casual. Conforme trouxe o Estadão na noite desta quinta-feira, 25, os respetvios governos mantiveram contatos secretos e realizaram reuniões de trabalho prévias ao episódio.
EMISSÁRIOS ARTICULARAM ENCONTRO COM AVAL DOS PRESIDENTES
Conforme o veículo, as interações envolveram autoridades de alto escalão dos governos brasileiro e americano. Os emissários agiram com aval dos presidentes Lula e Trump e mantiveram canais abertos para indicar a “boa disposição” de ambos a um possível encontro que se concretizaria nos bastidores da ONU.
ARTICULAÇÃO BEM ANTES DA ONU
Conforme o Estadão, o encontro não foi “sem querer” como fizeram crer os dois governos, que agiram nos bastidores muito antes da Assembleia-Geral da ONU para pavimentar o caminho da conversa entre os dois. Até o último minuto pairou a incerteza se aconteceria, mas a interação estava o tempo todo no horizonte das autoridades.
AUTORIDADES ENVOLVIDAS
A operação diplomática envolveu, sobretudo, quatro autoridades políticas. O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, conversou por videoconferência com o embaixador Jamieson Greer, representante comercial dos Estados Unidos (USTR), em 11 de setembro. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, recebeu no Brasil, em 15 de setembro, uma visita de Richard Grenell.













