Sem qualquer cargo no governo estadual, Raul Filho (PDT) segue em atuação como representante do Palácio Araguaia. A agenda da sexta-feira, 3, foi no Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Tocantins (Sintet). A entidade cobra o envio do novo Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) e já promoveu paralisação para pressionar o Poder Executivo. “Nosso recado foi direto e firme: a categoria não recua. Cobramos medidas imediatas e um cronograma oficial para o envio do PCCR à Assembleia. A urgência na aprovação é reflexo da paralisação histórica”, argumentou o presidente do Sintet, José Roque
RAUL DÁ PRAZOS
Conforme a assessoria do Sintet, Raul Filho informou que o governo estadual pediu prazo de até 30 dias para concluir a revisão do plano, mas disse acreditar que o processo será finalizado em menos tempo. Em análise na Secretaria da Fazenda, o PCCR deve retornar à Casa Civil e, em seguida, será encaminhado ao gabinete do governador. Segundo o político, há possibilidade de o plano avançar até o dia 15 de outubro, Dia do Professor.
SEM CARGO
Raul era para ter sido nomeado secretário da Governadoria, mas, como está inelegível até 23 de março de 2026, o filho dele, Raul de Jesus Filho e Neto, foi colocado no cargo. Porém, o ex-prefeito tem participado de eventos oficiais e até discursado, como no caso de solenidade na Junta Comercial do Estado (Jucetins).
CASA CIVIL RECEBE TEXTO NESTA TERÇA-FEIRA
Quem também abordou o PCCR foi o deputado estadual Júnior Geo (PSDB). Em publicação nas redes sociais no fim da tarde desta segunda-feira, 6, o deputado afirma ter recebido a garantia do secretário da Educação, Hércules Jackson, de que o texto chega na Casa Civil nesta terça-feira, 7, para uma análise jurídica. A previsão do tucano é de que a proposta seja enviada à Aleto ainda em outubro.
ENTENDA
A elaboração do novo PCCR foi iniciada ainda em junho de 2024, quando o Estado instituiu uma comissão de elaboração composta por órgãos e o sindicato da categoria (Sintet). A conclusão do texto foi anunciada em abril deste ano, mas por conta dos limites fiscais, o compromisso do Comitê Gestor e da Secretaria da Educação (Seduc) era enviar o Projeto de Lei em setembro, diante do impacto financeiro de R$ 150.538.392,58 anuais. No início da janela de envio, Wanderlei Barbosa (Republicanos) foi afastado do cargo. Agora, a gestão interina de Laurez Moreira (PSD) reavalia o texto.















