Apresentado no seminário “Tocantins na Encruzilhada: Combate ao Desmatamento e Análise Crítica ao REDD+ Jurisdicional”, a pesquisa preliminar do Núcleo de Práticas Jurídicas do Curso de Direito de Arraias (UFT) aponta desmatamento proporcionalmente maior dentro da Área de Proteção Ambiental (APA) da Ilha do Bananal e Cantão do que no resto do Estado do Tocantins. A informação foi destacada nesta sexta-feira, 10, pela coalizão “Vozes do Tocantins”.
ZONAS DE CONSERVAÇÃO ENTREGUES AO AGRONEGÓCIO
Pesquisadora da Universidade Federal do Tocantins (UFT), Vanessa Lopes falou sobre o levantamento em vídeo publicado pela coalização. “A própria razão da APA significa ter maior proteção ambiental ou maior rigor na hora de emitir essas licenças de supressão do que o restante do Estado […], mas não está sendo desta maneira. A partir de 2010, a gente tem uma expansão muito grande da pecuária e da soja na APA. Isso contribui para esses índices de desmatamento, inclusive de perda vegetal, de biodiversidade e também da segurança hídrica. Há também uma indicação de desregulamentação e falta de rigor na concessão das licenças, notadamente em relação a zonas de conservação que deveriam proteger partes da APA, mas que estão sendo entregues ao agronegócio”, afirma.
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