Com seu presidente Joseph Madeira sob pressão para deixar o comando da Associação Comercial e Industrial de Palmas (Acipa) – ação capitaneada pelo vereador Carlos Amastha (PSB), a entidade preparou um material que rebate os principais pontos que sustentam o afastamento do presidente, investigado pela Polícia Federal no âmbito da Operação Fames-19, a mesma que afastou o Wanderlei Barbosa (Republicanos) do Palácio Araguaia.
EXCLUSÃO APENAS EM CASO DE CONDENAÇÃO
O primeiro ponto abordado no documento é o fato do Estatuto da Acipa só prever a exclusão de membros da diretoria apenas quando condenados em processo transitado em julgado, não quando investigados. Já sobre a restrição de se encontrar com o chefe do Poder Executivo, a entidade reforça que a medida restritiva a Joseph Madeira é apenas em relação a Wanderlei Barbosa, que está afastado do cargo, e não se refere ao governador em exercício Laurez Moreira (PSD).
AFASTAMENTO DE DIRETORES NÃO TROUXE PREJUÍZOS
Sobre a saída de diretores em protesto à permanência de Joseph Madeira, o material destaca que, apesar do registro de afastamento de vice-presidentes, o caso “não trouxe ainda nenhum prejuízo”. O Estatuto da Acipa dá ao presidente a prerrogativa de substituí-los em até 30 dias, o que foi feito. Ou seja, a diretoria não estaria incompleta.
OUTROS ARGUMENTOS
O documento ainda afasta uma irregularidade na filiação de empresários de outros Estados, visto que o Estatuto permite a prática; destaca o crescimento no número de filiados de 342 para 1.662 na atual gestão; e esclarece que a não realização da Feira de Negócios de Palmas – além das edições de 2019 e 2022 – é resultado de pendências herdadas de gestões passadas – dívidas e falta de prestação de contas ao governo. “Não tivemos as mesmas condições estruturais. Então tomamos a decisão de não correr o risco de gerar pendências e dívidas para a Acipa”, disse sobra não ter promovido mais edições.
Confira a íntegra:
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