O Conselho Regional de Enfermagem do Tocantins (Coren) informou que os profissionais de enfermagem e conselheiros estão se mobilizando para participar da Marcha da Enfermagem, que será realizada no dia 17 de março, em Brasília, em defesa do piso salarial da Enfermagem e da aprovação da proposta Proposta de Emenda Parlamentar (PEC) 19, que visa alterar a Constituição Federal para estabelecer que o piso salarial dos enfermeiros, técnicos de enfermagem, auxiliares de enfermagem e parteiras corresponda a uma jornada máxima de trabalho de 30 horas semanais. Além disso, a proposta prevê um reajuste anual do piso salarial, que não será inferior ao índice de variação inflacionária acumulada nos doze meses anteriores. A mobilização é promovida pelo Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) e envolve enfermeiros, técnicos e auxiliares de Enfermagem de todo o Brasil.
PISO SALARIAL
A iniciativa tem como eixo central a urgência de garantir um reajuste real do piso salarial da categoria e promover condições de trabalho dignas, especialmente diante das recentes discussões sobre reajustes salariais concedidos a outras categorias profissionais no país.
AGENDA DE AUDIÊNCIAS
Segundo o presidente do Coren, enfermeiro Adeilson Reis, o Conselho está organizando uma agenda de audiências com os senadores do Estado, além de mobilizar os profissionais para participação no ato. “Estamos empenhados, sabemos da importância da aprovação da PEC 19, da jornada de 30h semanais, e vamos unir forças nesse sentido”, destacou.
MEDIDA PROVISÓRIA
O governo federal publicou e assinou uma Medida Provisória que altera o critério de reajuste do piso salarial nacional dos professores da educação básica, elevando-o para 5,4% em 2026. Com isso, o valor passa de R$ 4.867,77 para R$ 5.130,63 para a jornada de 40 horas semanais, garantindo ganho real acima da inflação prevista para 2025.
SEM REAJUSTE
Conforme o Coren, o reajuste concedido aos docentes reacende um debate que também é central para a Enfermagem: a valorização salarial e a necessidade de mecanismos automáticos de correção que preservem o poder de compra ao longo do tempo. Para a categoria, essa discussão é vital, considerando que o piso da Enfermagem está há três anos sem reajuste, acumulando quase 22% de defasagem real em relação à inflação.
REAJUSTE AUTOMÁTICO
O presidente do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) comentou a pauta. “É imprescindível que a Enfermagem tenha um piso que reflita a complexidade e a relevância do seu trabalho para o SUS e para a população brasileira. O reajuste automático é tão crucial para nós quanto foi recentemente discutido para outras categorias”, destaca o presidente do Cofen.
MARCHA EM BRASÍLIA
A Marcha em Brasília é promovida pelo Sistema Cofen/Conselhos Regionais, com apoio de sindicatos da categoria e instituições de ensino. O objetivo é demonstrar a unidade nacional da Enfermagem, pressionar parlamentares e sensibilizar a sociedade sobre a importância da aprovação da PEC 19 ainda no primeiro semestre de 2026.
CONSENSO POLÍTICO
Segundo o Coren, a mobilização é vista pelo presidente do Cofen como um momento histórico de reafirmação de direitos e de construção de um consenso político capaz de transformar em realidade uma pauta que impacta mais de 2,8 milhões de profissionais de Enfermagem em todo o Brasil.
VALORIZAÇÃO PROFISSIONAL
“À luz das negociações e reajustes recentes concedidos pelo governo federal a outras categorias, a Enfermagem busca retomar seu protagonismo. Em um cenário de intensos debates sobre valorização profissional, a mobilização reforça que, sem recomposição salarial e melhores condições de trabalho, não há sustentabilidade para o futuro da Enfermagem no país”.















