O governador em exercício do Tocantins, Laurez Moreira (PSD), debateu com secretários nesta quinta-feira, 6, o projeto do Centro de Etnocultura e Turismo da Ilha do Bananal, que objetiva estruturar um modelo integrado de etnoturismo, agrofloresta e valorização cultural para promover geração de renda, o fortalecimento das comunidades indígenas Iny (Karajá e Javaé) e Avá-Canoeiro, além da conservação ambiental.
CRIAÇÃO DE UM GRUPO DE TRABALHO
A criação de um grupo de trabalho ficou alinhada, com a participação de todas as secretarias envolvidas no projeto. O grupo terá como primeira missão uma visita in loco para dialogar com os líderes indígenas e as comunidades da Ilha do Bananal para apresentar a proposta do projeto, debater suas diretrizes e buscar a anuência das comunidades antes de iniciar a fase de implantação.
MAIOR ILHA FLUVIAL DO MUNDO
O governador destacou a importância da iniciativa para a Ilha do Bananal. “Nós temos aqui a maior ilha fluvial do mundo, com um grande potencial turístico. Por isso, estamos com o projeto de construir no centro da Ilha do Bananal um espaço onde os indígenas possam mostrar sua culinária, artesanato e cultura. Tenho certeza de que será um dos grandes atrativos turísticos mundiais”, salientou.
ETNOTURISMO NO MUNDO
A secretária de Estado dos Povos Originários e Tradicionais, Narubia Werreria, enfatizou o potencial transformador da iniciativa. “Este projeto é inédito e colocará o Tocantins no centro do etnoturismo no mundo, valorizando a cultura indígena, gerando renda e desenvolvimento sustentável para a região e seus povos originários”, reforçou.
SOBRE O PROJETO
O projeto, que é uma iniciativa da Secretaria dos Povos Originários e Tradicionais (Sepot), em parceria e apoio da pastas de Turismo (Setur), Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), da Cultura (Secult), de Parcerias e Investimentos (SPI) e do Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins). A iniciativa está estruturada em cinco eixos principais, que se complementam para promover o desenvolvimento sustentável da região.
- O eixo de Etnoturismo e Cultura Viva tem como objetivo fortalecer a identidade cultural e o turismo sustentável, promovendo o Centro Cultural da Ilha do Bananal como polo de conhecimento, arte e intercâmbio.
- O eixo de Educação e Formação Tecnológica busca promover a educação básica, técnica e tecnológica voltada à sustentabilidade, ao empreendedorismo indígena e à gestão cooperativa.
- Já o eixo de Saúde, Bem-Estar e Segurança Sanitária tem como propósito garantir condições sanitárias adequadas, segurança e bem-estar das comunidades locais e dos turistas, alinhando-se às diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS).
- O eixo de Agrofloresta e Cooperativismo Produtivo visa consolidar cadeias produtivas sustentáveis baseadas em sistemas agroflorestais e cooperativas locais, fortalecendo a economia das comunidades.
SUPORTE FÍSICO E OPERACIONAL
Por fim, o eixo de Infraestrutura e Logística Sustentável visa garantir o acesso e a construção de uma infraestrutura moderna e compatível com o ecossistema da Ilha do Bananal, assegurando suporte físico e operacional às atividades de turismo, agrofloresta, educação e saúde, com foco em infraestrutura verde, mobilidade e geração de emprego e renda local.


















