A Secretaria da Saúde (Sesau) informou em nota à CCT no fim da tarde desta quinta-feira, 2, que o número de casos confirmados de sarampo no Tocantins chegou a 25, todos em Campos Lindos. Além disso, 70 das 96 notificações da doença foram descartadas. Assim, há apenas uma suspeita em investigação, em Brejinho de Nazaré. Todos os casos têm com históricos de contatos com pessoas que estiveram em viagem por país onde o vírus circula; não vacinados; manifestaram sintomas clássicos e em estão cuidados domiciliares.
ENTENDA
O sarampo é uma doença infecciosa aguda, de natureza viral, altamente transmissível por via aérea, seja ao tossir, espirrar, falar ou respirar. Ao ser contaminado, o paciente tem de sete a 14 dias de período de incubação e a transmissão pode ocorrer entre seis dias antes e quatro dias após o aparecimento dos sintomas que compreendem: corpo e febre alta, manchas avermelhadas, tosse, coriza e conjuntivite. O paciente pode sofrer complicações como pneumonia, encefalite e óbito. A prevenção à doença só se dá por vacinação e não existe tratamento específico. Os medicamentos são utilizados para reduzir o desconforto ocasionado pelos sintomas da doença.
Leia a íntegra da nota:
A Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO) informa que o Tocantins notificou, até a manhã da quinta-feira, 02 de outubro, 96 casos de sarampo, sendo 26 em Campos Lindos, 40 em Palmas, cinco em Porto Nacional, dois em Nova Olinda, 13 em Araguaína, quatro em Gurupi, um em Filadélfia, um em Oliveira de Fátima, um em Recursolândia, um em Buriti, um em Carmolândia e um em Brejinho de Nazaré.
Dos casos notificados, 25 foram confirmados em Campos Lindos; 70 descartados (um em Campos Lindos, cinco em Porto, 40 em Palmas, 13 em Araguaína, um em Filadélfia, dois em Nova Olinda, quatro em Gurupi, um em Buriti, um em Oliveira de Fátima, um Recursolândia e um em Carmolândia) e 01 segue em investigação.
Todos os casos têm com históricos de contatos com pessoas que estiveram em viagem por país onde o vírus circula; não vacinados; manifestaram sintomas clássicos e em cuidados domiciliares.
A SES-TO mantém profissionais de vigilância em saúde nos municípios com notificações, para as ações de contenção necessárias, como orientações de isolamento e vacinação dos contatos das pessoas confirmadas. Além disso, a Pasta enviou notas técnicas aos 139 municípios, com as orientações necessárias às áreas de vigilância e de imunização. Todas as 323 salas de vacinação do Estado estão devidamente abastecidas com imunizantes.
A doença
O sarampo é uma doença infecciosa aguda, de natureza viral, altamente transmissível, por via aérea, ao tossir, espirrar, falar ou respirar. Ao ser contaminado, o paciente tem de sete a 14 dias de período de incubação e a transmissão pode ocorrer entre seis dias antes e quatro dias após o aparecimento dos sintomas que compreendem corpo e febre alta, manchas avermelhadas, tosse, coriza e conjuntivite. Podem ocorrer complicações como pneumonia, encefalite e óbito.
Prevenção
O sarampo tem prevenção por vacinação disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS) e o esquema vacinal recomendado é o seguinte:
-Crianças de 6 a 11 meses e 29 dias: dose zero com a vacina dupla viral;
-Crianças de 12 meses: primeira dose (D1) da tríplice viral e, após 30 dias, segunda dose (D2) com a tetraviral (ou tríplice viral + varicela);
-Crianças de 15 meses a 4 anos 11 meses e 29 dias: segunda dose (D2) da tríplice viral, se já vacinadas aos 12 meses;
-Pessoas de 5 a 29 anos: duas doses da tríplice viral, se sem histórico vacinal ou com esquema incompleto;
-Pessoas de 30 a 59 anos: dose única da tríplice viral;
-Trabalhadores da saúde: duas doses da tríplice viral, independentemente da idade.
Além da vacinação, o isolamento é outra forma de evitar a transmissão. Desta forma, a pessoa com suspeita ou confirmação de sarampo deve evitar a ida ao trabalho ou escola por pelo menos quatro dias, a partir da data de aparecimento do exantema, além de evitar o contato com pessoas que são mais vulneráveis à infecção, como crianças pequenas e mulheres grávidas.
Outras medidas para evitar a transmissão são: limpeza regular de superfícies; isolamento domiciliar para a pessoa que estiver com suspeita no período de transmissão; distanciamento social em locais de atendimento de pessoas com suspeita da doença; cobrir a boca ao tossir ou espirrar e o uso de lenços descartáveis e higiene das mãos com água e sabão, e/ou álcool em gel.
Tratamento
Não existe tratamento específico para o sarampo e os medicamentos são utilizados para reduzir o desconforto ocasionado pelos sintomas da doença. A orientação da SES-TO é procurar o serviço de saúde mais próximo, caso apresente os sintomas, para a prescrição médica adequada.”















