O vice-presidente do Senado Federal, Eduardo Gomes (PL), participou nesta quarta-feira, 29, do debate “Ambiente Institucional Brasileiro: Desafios e Perspectivas”, realizado no BHotel, em Brasília. O evento contou também com a presença do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, e da deputada federal Tabata Amaral (PSB).
TEMAS ABORDADOS
Entre os assuntos abordados estiveram o combate ao crime organizado e ao devedor contumaz, a reforma tributária, o equilíbrio entre os Poderes, a regulamentação das big techs e da inteligência artificial, a reforma do setor elétrico, a pejotização e as discussões em torno do chamado “tarifaço”.
APOSTAR NO DIÁLOGO
Durante o encontro, Eduardo Gomes destacou a importância do diálogo e da cooperação entre as instituições como pilares para o fortalecimento da democracia e para o avanço das reformas em curso. “Temos sempre que apostar no diálogo. Há uma convivência muito maior de acordo e de construção paralela entre as ações do Congresso, do Supremo e do Executivo — e isso não vai parar. É natural que o processo eleitoral seja polarizado, mas a harmonia entre os Poderes avançou muito nos últimos anos”, afirmou o senador.
PERÍODO DE ADAPTAÇÃO
O vice-presidente do Senado também ressaltou que toda reforma traz um período de adaptação, citando como exemplos a reforma tributária e os debates sobre tecnologia e inteligência artificial. “Toda reforma tem uma ressaca inicial na sua adaptação. Agora, estamos diante de novos desafios, como a implantação dos data centers e a regulamentação da Inteligência Artificial. A internet é como uma rua com oito bilhões de vizinhos, alguns bons, outros ruins, e precisamos encontrar convergência e convivência”, disse.
BUSCAR ENTENDIMENTO E EMPATIA
Ao final, Eduardo Gomes defendeu que a tecnologia deve estar a serviço do ser humano e que a sociedade precisa pautar o avanço tecnológico pela responsabilidade, empatia e respeito. “A inteligência artificial é, na verdade, uma inteligência estendida, o ser humano tem responsabilidade sobre ela. Devemos buscar entendimento e empatia para viver melhor. O que precisa prevalecer é o diálogo e o respeito”, concluiu o senador.




















