Soneto I: O Vexame Internacional
No círculo ignóbil dos conselheiros fiéis e sombrios
do ex-presidente que o humilhou o Brasil em cúpulas,
rubor de nação em chamas, vexames atrozes e ignóbeis,
mente em trevas pilhou a pátria com soberba inútil.
Cenas globais de horror, onde o gesto vil se projeta,
envergonha o povo em fóruns de luz e de poder,
indigência intelectual em cada fala ininteligível,
um suplício diário que o mundo viu com desgosto e prazer. Zambelli rasteja agora na masmorra italiana fria,
negou absorventes às presas em retrocesso vil,
apanhada em fúria, sua arrogância se desfaz em cinza,
dá pena o tombo da que outrora foi tão audaz e sutil.
Eduardo, fanfarrão de Trump, cai em sombra vazia,
cassado, à jaula preso, eco de orgulho infiel.
Soneto II: A Farsa Rodoviária
Ex-chefe da estrada, teratologia viva e escatológica,
preso no Paraguai sem fronteira, passaporte falso,
surdo-mudo por escrito, cáncer cerebral alegórico,
farsa de cloaca que o poder bolsonarista forjou.
O Paraguai sorri da mentira tão grotesca e tola,
declaração de mutismo, imunidade a interrogatório,
cabeça doente em delírio, fábula escatológica,
um cargo alto ocupado por um ser pesadelo. Vigílias nos quartéis, orações a pneus silenciosos,
sinais de WhatsApp para ETs no céu vazio e mudo,
Lula morto, clone no Planalto – delírios espúrios,
bolsonaristas em transe, rezando ao absurdo crudo.
Ministro sem SUS na pandemia, ignorância atroz,
pilhagem do país por mentes em caos confuso.
Soneto III: Clamor pela Justiça
Sanções americanas caem como folhas ao vento outonal,
vitória de Lula, soberania do povo renascida,
Brasil ergue o peito contra o jugo imperial,
triunfo da nação que o esgoto tentou sufocar.
Cabeças da quadrilha gemem já nas grades frias,
como o chefe-mor, líder da trama criminosa,
não basta esquecer: urge punição que não se aplaca,
a justiça clama alto contra a baixa estirpe impura. Esgoto nefasto gerou esse bando escatológico,
saqueou os cofres, usurpou o poder com mãos sujas,
o Brasil merece o fio da história implacável,
responsabilizar os vilões que nos feriram a alma.
Não esquecemos o horror, o vexame, o roubo atroz,
punição plena para que a pátria se lave e se erga.
JOÃO PORTELINHA DA SILVA
É professor titular da Universidade Federal do Tocantins (UFT) e pós-doutorado pela Universidade de Coimbra
















