A Federação das Indústrias do Tocantins (Fieto) divulgou nesta quarta-feira, 29, os resultados das novas rodadas da Sondagem Industrial e do Índice de Confiança do Empresário (ICEI), estudos promovidos para acompanhar o desempenho do setor.
OPERAÇÃO EM RITMO BAIXO
Conforme a entidade, a atividade industrial no Tocantins continua operando em ritmo abaixo do esperado, com indicadores que apontam retração. Em março, os índices de produção e emprego ficaram abaixo dos 50 pontos, indicando retração na comparação com o mês anterior, embora menos intensa que a registrada em dezembro passado.
MARGEM DE LUCRO
A insatisfação dos empresários com a margem de lucro e a situação financeira aumentou no 1º trimestre deste ano. Entre os principais entraves enfrentados pelo setor, destacam-se a elevada carga tributária e as dificuldades relacionadas à matéria-prima, seja pela escassez ou pelo alto custo.
“Esses fatores seguem impactando diretamente a competitividade das indústrias, o que pode ter contribuído para o baixo desempenho do setor em março
Gleicilene Bezerra da Cruz, técnica em pesquisa da Fieto.
APESAR DOS DADOS, A EXPECTATIVA É POSITIVA PARA O SEMESTRE
Apesar disso, as expectativas são positivas para os próximos seis meses. Há otimismo em relação ao aumento da demanda, tanto no mercado interno quanto externo, à contratação de trabalhadores e à compra de insumos, além de maior intenção de investir.
CONFIANÇA EM QUEDA PELO 3º MÊS CONSECUTIVO
Entretanto, o nível de confiança dos empresários industriais do Tocantins voltou a recuar em abril, mantendo uma sequência de três quedas consecutivas. O ICEI ficou em 46,3 pontos, redução de 1,3 ponto em relação a março. O resultado permanece abaixo da linha dos 50 pontos, que separa confiança de falta de confiança, e próximo ao registrado no mesmo período do ano passado (46,7 pontos).
COMO O CENÁRIO NACIONAL
O desempenho segue a tendência observada no cenário nacional, onde o ICEI atingiu 45,2 pontos, indicando um ambiente ainda marcado pela baixa confiança no setor industrial.
INDICADORES
Entre os componentes do índice, o indicador de Condições Atuais caiu de 39,9 para 38,9 pontos, sinalizando piora na avaliação dos empresários sobre a economia e os negócios nos últimos seis meses. Já o índice de Expectativas, embora ainda no campo positivo, recuou de 51,5 para 50 pontos, posicionando-se exatamente na linha divisória e refletindo um cenário de cautela.
















