A Agência de Defesa Agropecuária (Adapec) e a a Secretaria da Agricultura e Pecuária (Seagro) realizaram nesta quinta-feira, 14, a primeira brincagem simbólica de identificação individual de um bovino durante a 26ª edição da Feira de Tecnologia Agropecuária do Tocantins (Agrotins).A ação marca o início simbólico da implantação da rastreabilidade individual do rebanho bovino no Estado, medida considerada estratégica para ampliar a segurança sanitária, fortalecer o controle pecuário e abrir novos mercados nacionais e internacionais para a carne tocantinense.
REBANHO DE 11,7 MILHÕES
Com um rebanho estimado em 11,7 milhões de animais distribuídos em cerca de 70 mil propriedades rurais e nove frigoríficos registrados no Serviço de Inspeção Federal (SIF), o Tocantins busca consolidar um modelo de produção alinhado às exigências do mercado global.
IMPLEMENTAÇÃO GRADUAL
O presidente da Adapec, Rodrigo Guerra, destacou que a rastreabilidade vem sendo construída de forma gradual e integrada entre instituições públicas e privadas. Segundo o gestor, o processo inclui capacitações técnicas, palestras, adequações nos sistemas e orientações aos produtores rurais. “Estamos dando um grande passo para conquistar novos mercados e fortalecer ainda mais a credibilidade dos produtos de origem animal produzidos no Tocantins”, afirmou.
AMPLIA OPORTUNIDADES COMERCIAIS
O titular da Seagro, Fred Sodré, ressaltou que a escolha da rastreabilidade como tema central da Agrotins reforça o compromisso do governo com a evolução da pecuária. “Fizemos questão de trazer esse debate para a feira para que o produtor rural compreenda a importância de estarmos inseridos nesse processo, que amplia oportunidades comerciais no Brasil e no exterior. É um trabalho construído a várias mãos”, pontuou.
RASTREIA TOCANTINS
A iniciativa ocorre após instituição do programa “Rastreia Tocantins” (Rastreia-TO) na quarta-feira, 13. A iniciativa é voltada à implantação da rastreabilidade individual de bovinos e búfalos no Estado, em consonância com o Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos (PNIB), coordenado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A medida deve fortalecer o monitoramento sanitário do rebanho, ampliar a transparência da cadeia produtiva e garantir maior confiabilidade aos mercados consumidores, em um cenário em que a rastreabilidade animal se torna cada vez mais exigida no comércio internacional.
















