Depois de meses trocando tarifações, sanções e pitacos políticos via vídeo, o aguardado tête-à-tête entre Lula e Trump finalmente aconteceu na ensolarada Kuala Lumpur, palco da cúpula da ASEAN. Senado e Congresso que se cuidem, porque ali sim teve o encontro dos pesos-pesados do punch diplomático, temperado com bons sorrisos e promessa de “bons acordos”.
Imaginemos a cena: Lula chegando com seu jeitinho brasileiro, pronto para estender a mão e, quem sabe, também uns convites para o churrasco no Brasil. Já Trump, fiel ao seu estilo, carregava o charme e a fala firme, mas sem aquele tom de “tarifaço”, ao menos por ora. No cardápio da conversa, nada de brigas – só uma receita para deixar as tarifas “de molho” e preparar um banquete de negociações.
Afinal, com um Brasil e Estados Unidos sentados à mesma mesa, o que não falta é tema para um bom papo: comércio, energia, e, claro, aquela dose extra de diplomacia com pitadas de humor. E no fim das contas, quem disse que política internacional precisa ser só pompa e circunstância? Entre risadas e shakes de mão, Lula e Trump mostraram que dá para juntar o útil ao agradável — e quem sabe até sair da mesa com um aperto de mão mais leve e contas menos pesadas.
Que venham os próximos capítulos dessa novela internacional, com boas doses de diplomacia, novos acordos e, claro, muito bom humor para aliviar a tensão do jogo geopolítico. Foi um encontro político muito importante, destacando a atmosfera positiva e a esperança de aproximação entre os dois presidentes.
Não quis deixar de lado o bom humor ao retratar esse encontro memorável. Deixei o texto com leveza e um toque de brasilidade. Não é sem razão, que dizem rindo também se resiste.
JOÃO PORTELINHA DA SILVA
É professor titular da Universidade Federal do Tocantins (UFT) e pós-doutorado pela Universidade de Coimbra.
















