No coração do cerrado tropical, onde o sol brilha intenso e a vida pulsa entre veredas e rios, nasceu um homem que seria para sempre a voz da alma tocantinense: Zé Gomes. José Gomes Sobrinho, poeta, escritor, músico, teatrólogo, um homem que desvendou as palavras para vestir de emoção e memória as paisagens e as gentes do nosso Estado.
Hoje, ao completar 90 anos, seu nome ecoa mais forte do que nunca entre os que valorizam a cultura e a história de nossa terra. Zé Gomes não foi apenas um criador de versos; foi um guardião da identidade tocantinense. Chegou a este chão ainda quando o Tocantins era parte do norte de Goiás e se tornou um pioneiro, um precursor da cultura local, defensor incansável dos artistas e um líder que, com dignidade e fibra, edificou pontes entre o passado e o futuro.
Como servidor da Assembleia Legislativa, presidente do Conselho Estadual de Cultura, e membro das Academias Palmense e Tocantinense de Letras, Zé Gomes foi um homem de compromissos firmes, não só com a arte, mas com a construção de um Tocantins que se reconhece em sua própria história.
Tão tocantinense quanto a própria terra, Zé Gomes nos deixou em 2004, mas sua obra permanece como farol para nossos poetas, músicos e pensadores. Hoje, lembramos seu legado como a maior expressão literária do Estado, um espelho onde se reflete a coragem, a sensibilidade e a ancestralidade do povo tocantinense. Celebramos não só o poeta, mas o homem que foi amigo, pai exemplar, e batalhador incansável da cultura regional.
Que suas palavras continuem a inspirar e que seu nome siga imortalizado em nossas escolas, praças e corações.
Zé Gomes faria 90 anos, e o Tocantins, para sempre, canta em sua memória.
JOÃO PORTELINHA DA SILVA
É professor titular da Universidade Federal do Tocantins (UFT) e pós-doutorado pela Universidade de Coimbra.
















