CLEBER TOLEDO
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56 mil que parecem maiores que mais de 100 mil

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56 mil que parecem maiores que mais de 100 mil
4.4 (87.27%) 11 votos

Continuo afirmando que a política não é exatamente o tema que gosto de abordar, embora já tenha sido quando acreditava das verdadeiras intenções e causas de alguns políticos, mas que infelizmente me decepcionaram. Mas o tema é instigante e não posso deixar de emitir minha opinião sobre o momento.

Quando neste espaço, mais precisamente no dia 7 de maio passado, escrevi um artigo sobre a eleição suplementar que aconteceu agora no Tocantins, afirmei que via uma luz no final do túnel e uma oportunidade única para uma verdadeira mudança na prática política do nosso Estado. Diante do resultado desse primeiro “round” e qualquer que seja o resultado do segundo, vejo essa mesma luz quase se apagar, mas nos resta uma esperança, pois teremos, ainda, o “round” final em outubro deste ano, quando será selado os destino de um povo, ou para melhor ou para continuar e piorar a cada dia, como vimos assistindo há anos.

Após a apuração de todas as urnas, o governador interino Mauro Carlesse (PHS) e o senador Vicentinho Alves (PR) foram confirmados como os protagonistas do segundo turno (ou seria mais apropriado segundo “round”?) desta eleição suplementar. Candidato mais votado, o atual gestor atingiu 174.275 votos, chegando a 30,31% dos votos válidos. Já o congressista recebeu 127.758 votos, ou 22,22% dos válidos. Carlos Amastha (PSB) na terceira colocação ficou de fora do novo duelo [123.103, 21,41% dos votos válidos].

Torço para que os momentos que passaremos a viver dentro de poucos dias, tanto o Brasil como o próprio Tocantins, não contaminem os projetos sérios de tentar alavancar o País e nosso Estado

JOSÉ CÂNDIDO PÓVOA É poeta, escritor e advogado

A senadora Kátia Abreu ficou na quarta posição 90.033 votos, 15,66% dos válidos, seguida por Márlon Reis – 56.952 votos, 9,91% dos válidos – e Mário Lúcio Avelar – 3.862 votos e o empresário Marcos Souza ficou na última colocação 2.794 votos.

O pleito suplementar registrou alto índice de abstenção: 30,14%, ou 306 mil pessoas. Ainda foram computados 14.660 votos em branco, 2,06% do total e 121.877 votos nulos, 17,13%.

Diante desse quadro, cabe a cada um de nós o grande desafio de fazermos análises ou pelo menos ilações do que poderá vir no futuro.

Pela situação em que se encontra o Brasil, e de consequência o Tocantins, para mim, pelo menos, não foi surpresa, como muitos afirmam, a votação do candidato ex-juiz e tocantinense, que desatrelado dos esquemas de grupos políticos, sem dinheiro, mas imbuído de força de vontade e com ajuda de pessoas que procuram o melhor para o Tocantins, amealhou 56.952 votos. Votos esses que representam pessoas que ainda acreditam num Estado que poderá vir a ser o Estado da livre iniciativa e da justiça social, isso na prática, não apenas no lema e no papel.

Se o jovem ex-juiz, um dos autores da Lei da Ficha Limpa souber trabalhar a candidatura para outubro, se tornará um candidato, se não imbatível, pelo menos com chances reais de chegar ao Palácio Araguaia.

Basta vermos que a abstenção, nulos e brancos ganharam a eleição no Tocantins, quase 50% de protesto, sob as mais diversas formas. Sem contar que os mais de cinquenta mil eleitores que votaram nesse jovem, tornar-se-ão multiplicadores das suas ideias.

Como primeiro passo é não se aliar aos velhos esquemas e não apoiar nenhum outro candidato e permanecer fiel às ideias e programas para salvar o Tocantins, aliar-se, sim, mas com as pessoas sérias, íntegras e dignas que não buscam benesses nem cargos, mas uma saída digna e honrosa para nosso Estado.

O ex-juiz, tocantinense de passado ilibado e forjado nas dificuldades como todos nós, demonstrou claramente que tem forças para alçar voo próprio e pode bater asas rumo à eleição de outubro.

Eis o motivo e a razão da afirmação de que os mais de 56 mil votos, representam mais que os mais de 100 mil de outros candidatos.

É a preparação do futuro, de uma arrancada da moral e ética contra os costumes políticos antiquados e superados, de conchavos de tantos grupos, que visam tão somente o bem da própria família e dos apaniguados.

Torço para que os momentos que passaremos a viver dentro de poucos dias, tanto o Brasil como o próprio Tocantins, não contaminem os projetos sérios de tentar alavancar o País e nosso Estado. Fiquemos alertas, pois daqui a alguns dias, com o início da copa do mundo, quando os heróis, na visão de determinada rede de TV, entram em campo e transformam tudo em festa, comilança, samba e vida boa, quando a corrupção que graça no Brasil se transfere para as esferas do esporte, mais precisamente da CBF, salvo algumas exceções, comprovadamente um antro de corrupção a continuação dos maus exemplos.

Enquanto estarão na vida mansa lá na Rússia, nós, pobres mortais, continuamos aqui no sufoco, pagando pelas mordomias que nem as seleções dos países mais ricos oferecem. Salários fora da realidade, complô de cartolagens e grandes contratos de patrocínio. Na primeira fase, jogos sem relevância nenhuma, praticamente jogos treino para dar ritmo e que irão parar quase todo o Brasil para assistir esses jogos contra seleções sem expressão alguma.

Gostaria de ver e viver num Brasil que fosse hexa em educação, saúde, qualidade de vida, baixa criminalidade, expectativa de futuro e pleno emprego, com uma previdência justa para com aqueles que com ela contribuíram durante toda a vida e hoje não conseguem sustentar os remédios que necessitam para uma velhice mais confortável.

Mas, infelizmente, o resto é festa para quem adora ficar sem trabalhar e dar audiência a uma rede de tv que vem dizimando os princípios mais básicos da família e da sociedade e que ganhará fortunas em patrocínios e futuros contratos milionários para quem apenas joga bola e não sabe analisar se quer a situação real em que se vive o brasileiro.

Com meus cumprimentos e solidariedade àqueles que conseguiram e conseguem vislumbrar na ética, moral e dignidade, o futuro do nosso País e, principalmente do nosso Tocantins.

Lanço um repto a todos brasileiros e coestaduanos tocantinenses, para observarem que a mesa está posta, é só saber nos servirmos.

Quem tem ouvidos que ouça, quem tem olhos que veja!


JOSÉ CÂNDIDO PÓVOA 
É poeta, escritor e advogado. Membro fundador da Academia de Letras de Dianópolis (GO/TO)
jc.povoa@uol.com.br


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