Na véspera do julgamento do habeas corpus do governador Wanderlei Barbosa (Republicanos) pela 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), o vereador palmense Carlos Amastha (PSB) resolveu enviar uma manifestação ao colegiado para pedir que a cautelar que devolveu o republicano ao Palácio Araguaia – emitida pelo ministro Nunes Marques – não seja referendada.
ELEMENTOS DE OBSTRUÇÃO DE JUSTIÇA E EMBARAÇO ÀS INVESTIGAÇÕES
O vereador também emitiu nota à imprensa para comunicar a iniciativa junto ao STF. Além de defender que os fatos apurados na Operação Fames-19 apontam para um “esquema grave e estruturado de corrupção” de desvio de recursos públicos por meio de compra de cestas básicas e lavagem de capitais, Carlos Amastha destaca principalmente que há elementos de que indicam “obstrução de justiça e embaraço às investigações”. Ele lista: saída às pressas da residência oficial às vésperas da operação, cofre oculto encontrado aberto e vazio, telefone celular resetado para as configurações de fábrica, dinheiro em espécie escondido em fundo falso e lembra da e a deflagração da Nêmesis, destinada justamente a investigar obstrução de justiça e vazamento de informações.
PÕE EM RISCO A INVESTIGAÇÃO CRIMINAL
O parlamentar entende que este cenário é fundamento suficiente para manter Wanderlei Barbosa afastado. “O que estou evidenciando ao Supremo é a necessidade de manter o afastamento para proteger a investigação, o processo de impeachment e, principalmente, o povo do Tocantins. Não é razoável devolver o comando do Estado a quem está sendo acusado de desviar comida de famílias pobres em plena pandemia e, ainda por cima, de atrapalhar o trabalho da Polícia Federal”, defende Carlos Amastha, que foi secretário da Indústria, Comércio e Serviços da gestão interina de Laurez Moreira (PSD).
NADA PESSOAL
Carlos Amastha ainda ressalta que a iniciativa não tem caráter pessoal, mas institucional. “Não é uma questão contra a pessoa de Wanderlei Barbosa, é uma questão a favor das instituições. Um governador investigado por desviar recursos da fome e por tentar destruir provas não pode usar o cargo para influenciar deputados, travar pedidos de impeachment ou intimidar quem está apurando os fatos. O Tocantins merece um governo que responda à Justiça como qualquer cidadão, e não acima dela”, encerra a nota.
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