CLEBER TOLEDO
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Na aprovação dos auxílios, Freitas sugere “demência” de Andrino, Fernandes o chama de “fanfarrão” e Negreiros recomenda “babá”; pessebista se recusa a “entrar em baixaria”

A aprovação de uma ajuda de custo (auxílio-paletó) e do prêmio por assiduidade para os vereadores de Palmas foi marcada por intenso bate-boca. Tiago Andrino (PSB) foi o único a se colocar contrário ao projeto e foi combatido e atacado por colegas, em especial por Filipe Fernandes (DEM) e Rogério Freitas (MDB).

Desrespeito

Tiago Andrino questiona a reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) pelo qual o Projeto de Resolução passou. O pessebista diz que o encontro do colegiado aconteceu na manhã desta terça-feira, 1º, de forma extraordinária e que não foi convidado para participar. “Eu gostaria, como membro, de ser tratado com respeito. Eu me senti desrespeitado pelo presidente [Lúcio Campelo, MDB]”, disse.

Pedido de desculpas, mas reuniões extraordinárias são comuns

Relator da matéria, Rogério Freitas (MDB) disse já ter pedido desculpas ao colega pessebista caso tenha se sentido desrespeitado, mas ponderou que é comum a realização de reuniões extraordinárias “para acelerar processos” e destacou que o tema já vem “se arrastando há alguns meses”. “Só para deixar claro para os palmenses, a gente não foge das responsabilidades. Eu pedi a inclusão na pauta […] porque tenho segurança da lisura do que foi proposto”, emendou.

Falso moralismo

Filipe Fernandes também defendeu ser natural a utilização de reuniões extraordinárias para dar celeridade aos processos e foi mais duro com o colega. “Tiago Andrino já votou várias vezes em processos acelerados, inclusive no pacote da maldade, quando aumentou tarifas e impostos. Não foi só uma vez que aconteceu isto. […] Ficar aqui com falso moralismo, demagogia no final do mandato, não fica bom. Vai gerando desgaste entre a gente”, comentou.

Falta é descontada no salário do trabalhador, mas na Câmara a assiduidade vai ser premiada

Na Tribuna, Tiago Andrino reforçou que não questiona a realização de reuniões extraordinárias, mas sim a falta de convite para participar. O vereador aproveitou o discurso para se manifestar contrário ao mérito da proposta. “Quando um trabalhador falta, desconta no salário. Aqui na Câmara se não falta ganha mais R$ 12 mil no final do ano. É isso que está sendo defendido?”, provocou sobre o benefício batizado de 14º salário. O parlamentar já renunciou de antemão o direito ao benefício.

Não sei se é demência

Depois de ter relatado um pedido de desculpas e ter ouvido de Tiago Andrino um agradecimento por ter lhe tratado de forma decente, Rogério Freitas pediu a palavra após o discurso do pessebista na Tribuna, mas desta vez adotou um tom muito menos cordial. “O vereador Tiago Andrino ele tem… Não sei se é demência. Ele diz que não entende, não entende porque não vem. Esta discussão começou a ser feita há meses atrás. Na semana passada a Casa teve dificuldades em aprontar um documento que será acostado no processo. Então, havíamos feito a tratativa de fazer a reunião às 8 horas. Vossa excelência gosta de espetáculo. Vossa excelência não pauta o Parlamento”, disparou o emedebista, que recomendou ao colega que entrasse na Justiça.

Fanfarrão e brincalhão

Filipe Fernandes falou em seguida e também partiu para a ofensiva. “Tiago Andrino não tem demência não. Ele é fanfarrão e brincalhão. Gosta de expor esta Casa, os funcionários, os companheiros. É contra privilégio. Nossa! Como é o paladino da Justiça e da moral”, ironizou o democrata, que em contraponto questionou a postura do colega durante a gestão de Carlos Amastha (PSB), citando a falta de manifestação sobre os contratos milionários feitos na época e o rombo no PreviPalmas.  “O senhor tem que tratar as coisas com seriedade. A prova que isso não vale nada é que o senhor passou a campanha todinha falando mal desta Câmara e ficou em 4º lugar na eleição. Faltou voto”, engrossou.

Será que precisa de babá

Durante a votação, Tiago Andrino acabou confundindo o processo dos auxílios com outro. O equívoco não passou em branco e foi a vez de Major Negreiros (PSDB) atacar o colega. “Desliga o microfone. Não deu conta de ler a pauta. Será que precisa de uma babá para poder cuidar dele o tempo todo? Para levar para a CCJ. Já pensou um homem desse prefeito de Palmas? Tiago, tem que entender que você perdeu aqui. Se comporta e aceita”, baixou o nível o tucano.

Não vou entrar em baixaria

Após o ataque de Negreiros, Tiago Andrino se recusou a rebater. “Não vou entrar em baixaria não. Baixaria eu não entro. Sou leal”, disse brevemente. Posteriormente à votação, no pequeno expediente, o pessebista lamentou a postura dos colegas. “Eu me senti, muitas vezes, desrespeitado; sendo que nunca desrespeitei ninguém nesta Casa. Não vai sair da minha boca um ataque, um revide, no mesmo nível dos que são feitos a mim porque não cabe”, comentou o vereador, que voltou a sugerir o descumprimento do rito pela CCJ e se disse disposto a entrar na Justiça.

Confira a íntegra da sessão:


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