CLEBER TOLEDO
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Na transferência da capital para Miracema, nenhuma menção dos políticos ao prefeito assassinado Moisés da Sercon

O governador Mauro Carlesse (DEM) e o titular da Secretaria de Segurança Pública (SSP), Cristiano Sampaio, estiveram em Miracema do Tocantins no sábado, 7, durante a solenidade de transferência da Capital para o município e ambos não fizeram qualquer menção à Moisés da Sercon, prefeito assassinado em 30 de agosto do ano passado, cujo o caso não foi solucionado até o momento. A informação é de familiares do gestor eleito em 2016 com a maior vitória proporcional do Estado. “Não tocaram no assunto. Nem para lembrar do caso e nem como homenagem”, disse à Coluna do CT um dos irmãos de Moisés, Fidel Costa.

Silêncio também do Paço

O silêncio não foi só de representantes do governo estadual, mas também do prefeito Saulo Milhomem (PRTB), que era vice de Moisés da Sercon. “Nem o governador, nem os deputados e nem pelo atual gestor”, disse Luís Costa, também irmão do prefeito assassinado, acrescentando os parlamentares na lista. “Muito revoltante para a família e amigos que o admiravam como um grande líder político. Uma falta de respeito. A população não aceita esse silêncio”, completou. “Parece que o Moisés nem tinha importância alguma. Fizeram de conta que ele nunca existiu”, acrescentou ainda Fidel.

Lembrado apenas por bispo

O nome de Moisés da Sercon só não passou batido por toda a solenidade de transferência da Capital por causa de Dom Philip Eduard Roger Dickmans, bispo da Igreja Católica. “O bispo citou que aquela cadeira [de prefeito] seria dele por direito, pois foi eleito pelo seu povo. Ele sempre tem ido nas manifestações representando a igreja católica e tem cobrado das autoridades competentes a elucidação do caso”, relatou Fidel Costa.

Ao menos uma menção

Para Fidel Costa, o esquecimento não se trata de um simples erro e entende que Moisés da Sercon deveria ter sido lembrado. “O governo não ter referenciado o nome do ex-gestor da cidade num momento como este em que os fatos ainda não foram esclarecidos é simplesmente uma falta de respeito não só com a família, mas com a população de Miracema. O governo tinha sim que ter feito pelo menos uma menção ao seu nome, e o secretário deveria ter levado alguma esperança de confiabilidade na elucidação do caso. Afinal, Miracema foi Capital e o caso requer grande repercussão, inclusive nacional. Nos indigna ainda mais toda esta falta respeito, atenção e memória por parte do Estado e da prefeitura”, encerrou.


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