CLEBER TOLEDO
Atender a sociedade com um espaço de comunicação apartidário, focado na cidadania e comprometido com o desenvolvimento regional.

Na transferência da capital para Miracema, nenhuma menção dos políticos ao prefeito assassinado Moisés da Sercon

Na transferência da capital para Miracema, nenhuma menção dos políticos ao prefeito assassinado Moisés da Sercon
4.9 (98.18%) 11 votos

O governador Mauro Carlesse (DEM) e o titular da Secretaria de Segurança Pública (SSP), Cristiano Sampaio, estiveram em Miracema do Tocantins no sábado, 7, durante a solenidade de transferência da Capital para o município e ambos não fizeram qualquer menção à Moisés da Sercon, prefeito assassinado em 30 de agosto do ano passado, cujo o caso não foi solucionado até o momento. A informação é de familiares do gestor eleito em 2016 com a maior vitória proporcional do Estado. “Não tocaram no assunto. Nem para lembrar do caso e nem como homenagem”, disse à Coluna do CT um dos irmãos de Moisés, Fidel Costa.

Silêncio também do Paço

O silêncio não foi só de representantes do governo estadual, mas também do prefeito Saulo Milhomem (PRTB), que era vice de Moisés da Sercon. “Nem o governador, nem os deputados e nem pelo atual gestor”, disse Luís Costa, também irmão do prefeito assassinado, acrescentando os parlamentares na lista. “Muito revoltante para a família e amigos que o admiravam como um grande líder político. Uma falta de respeito. A população não aceita esse silêncio”, completou. “Parece que o Moisés nem tinha importância alguma. Fizeram de conta que ele nunca existiu”, acrescentou ainda Fidel.

Lembrado apenas por bispo

O nome de Moisés da Sercon só não passou batido por toda a solenidade de transferência da Capital por causa de Dom Philip Eduard Roger Dickmans, bispo da Igreja Católica. “O bispo citou que aquela cadeira [de prefeito] seria dele por direito, pois foi eleito pelo seu povo. Ele sempre tem ido nas manifestações representando a igreja católica e tem cobrado das autoridades competentes a elucidação do caso”, relatou Fidel Costa.

Ao menos uma menção

Para Fidel Costa, o esquecimento não se trata de um simples erro e entende que Moisés da Sercon deveria ter sido lembrado. “O governo não ter referenciado o nome do ex-gestor da cidade num momento como este em que os fatos ainda não foram esclarecidos é simplesmente uma falta de respeito não só com a família, mas com a população de Miracema. O governo tinha sim que ter feito pelo menos uma menção ao seu nome, e o secretário deveria ter levado alguma esperança de confiabilidade na elucidação do caso. Afinal, Miracema foi Capital e o caso requer grande repercussão, inclusive nacional. Nos indigna ainda mais toda esta falta respeito, atenção e memória por parte do Estado e da prefeitura”, encerrou.


COMENTÁRIOS

Os comentários nas matérias do CT devem ser postados nas redes sociais pelos links:
https://www.facebook.com/PortalCT
https://Twitter.com/PortalCT
Contato com a Redação: [email protected]

Leia também