CLEBER TOLEDO
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Prefeitura de Palmas diz que MP propõe reajuste de salário do presidente da Fesp, mas vereadores entendem que benefício é mais amplo

Os vereadores de Palmas alvoroçaram as redes sociais nos últimos dois dias afirmando que, com a Medida Provisória número 2, do dia 18 de fevereiro, que trata da reforma da estrutura administrativa, a prefeita Cinthia Ribeiro (PSDB) pretenderia, em plena pandemia da Covid-19, elevar em cerca de R$ 6 mil os salários dos presidentes de autarquias e fundações, cujos vencimentos saltariam de R$ 9 mil para R$ 15 mil, como já recebe os secretários do município. A polêmica é mais um capítulo do acirramento da briga entre parte da Câmara e a prefeita.

Vota contra

Um dos que se levantaram contra a proposta foi o vereador Moisemar Marinho (PDT), que chegou a gravar vídeo e enviar por WhatsApp. “Mesmo com pandemia e o povo passando necessidade, a prefeita de Palmas aumenta em mais de 66% os salários dos seus presidentes de autarquias e fundações. EU VOU VOTAR CONTRA”, escreveu ele no texto que acompanha o vídeo.

Não é nada disso

No entanto, não é nada disso, garantiu a Secretaria Municipal de Comunicação. O órgão afirmou que os presidentes de fundações e autarquias já recebem os R$ 15 mil dos secretários. O que a MP-02 faz, disse a pasta, é corrigir uma distorção na Fundação Escola de Saúde Pública (Fesp), cujo presidente é remunerado como diretor (DAS-4), que ganha R$ 3.920.

Uso político

Para a prefeitura, está sendo feito “uso político” do episódio, que “apenas faz justiça e reconhece a importância dessa pasta [Fesp] na pesquisa e no conhecimento relacionado à saúde pública”, diz nota distribuída pelo município.


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