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Entidades da PC dizem que agente Dalberto Júnior sofre perseguição da Corregedoria por críticas em redes sociais

Várias entidades de servidores da Polícia Civil emitiram nota de repúdio a supostas perseguições que alegam estar sofrendo o agente Dalberto Júnior, presidente da Associação Aprovida dos Policiais Civis com Deficiência, Acidentados em Serviço e Portadores de Doenças Graves, Crônicas, Incuráveis e Incapacitantes. Elas dizem que essas supostas perseguições partiriam da Corregedoria Geral da Polícia Civil do Estado, que instaurou o chamaram de “procedimento relâmpago”, em forma de sindicância administrativa contra Dalberto.

Legítimo direito constitucional

O procedimento, conforme a nota, foi instaurado após manifestação do agente nas redes sociais. “Onde exerceu seu legítimo direito constitucional de opinião e expressão e cumpriu seu dever como representante de classe”, afirma a nota.

Em grupo de WhatsApp

Conforme a Coluna do CT apurou, o comentário atribuído ao agente foi feito num grupo de WhatsApp e reclama do secretário estadual da Segurança Pública, delegado Wlademir Oliveira, e chega a conclamar os colegas a protocolar um pedido formal junto ao governo do Tocantins de seu afastamento. “Infelizmente, ele [Wlademir] tem trabalhado mais como sindicalista de delegados insensíveis, que visam aumentar mais ainda esse fosso salarial na PC/TO”, diz o agente, numa referência entre a diferença salarial de delegados e investigadores.

Ganhos pessoais

A mensagem atribuída a Dalberto ainda prossegue: “Fato é que, parcialmente, ele [Waldemir] usa do cargo para obter ganhos pessoais com reajuste salarial ‘demasiadamente’ maior e exclusivo para delegados, isso logo após a cúpula de delegados da SSP ser afastada por supostamente cometerem crimes em conluio com o ex-governador”, uma referência às operações da Polícia Federal que resultou no afastamento de Mauro Carlesse (PSL) e também de dirigentes da SSP.

Outrora vítima de perseguição

Para as entidades que assinam a nota de repúbdio, a alegação do Corregedor, delegado Wanderson Chaves, em sua portaria, é que Dalberto é investigado por suposta infração de “insubordinação”, em função dessas manifestações nas redes sociais. “É lamentável que, o outrora vítima de perseguição [Chaves], sob o mesmo tipo de acusação, quando coordenou uma fase da investigação da Operação Catarse, que apurou denúncias contra o então governador Mauro Carlesse, ainda em 2019, se valha agora de sua ‘caneta’ para perseguir servidor e líder sindical no exercício de seus direitos legais”, criticam as entidades.

Gera repugnância

Elas ainda chamam de “fato estranho” e “que gera ainda mais repugnância na categoria” a “celeridade com que tal procedimento tramita no órgão correcional”. “Desta forma, denota clara utilização da máquina administrava para a intimidação e perseguição de legítimos representantes sindicais, desvirtuando o nobre papel de uma Corregedoria”, afirma a nota.

Jamais se calarão

De toda forma, avisam que “as entidades sindicais subscritoras desta nota jamais se calarão mediante atitudes tão mesquinhas e autoritárias, de quem quer que seja que patrocine o vilipêndio dos interesses de nossa Instituição”. “Especialmente quando o foco é calar as vozes daqueles que, com coragem expressam suas opiniões contra atos de injustiça ou qualquer outro posicionamento que não lhes sejam vedados pelo texto constitucional e, da mesma forma defenderemos aqueles que com compromisso atuam na defesa dos interesses dos honrados homens e mulheres que compõem os quadros de nossa Polícia Civil”, dizem.

O outro lado

A Coluna do CT entrou em contato com a Secretaria Estadual da Segurança Pública e aguarda manifestação.

Confira a íntegra da nota:

NOTA DE REPÚDIO
DELEGADOS ANTES PERSEGUIDOS TORNAM-SE PERSEGUIDORES POR SE POSICIONAREM CONTRA A ISÔNOMIA DE REAJUSTE ENTRE TODOS OS CARGOS DA POLÍCIA CIVIL

As entidades signatárias deste documento repudiam veementemente a perseguição promovida pela Corregedoria Geral da Polícia Civil do Estado do Tocantins, que instaurou “procedimento relâmpago”, em forma de sindicância administrativa, em desfavor do Agente de Polícia Dalberto Júnior, Presidente da Associação APROVIDA.

A alegação do Corregedor, Delegado Wanderson Chaves, em sua Portaria, é que Dalberto é investigado por suposta infração de “insubordinação”, fato este que fora provocado após manifestação do referido Agente de Polícia nas redes sociais, onde este exerceu seu legítimo direito constitucional de opinião e expressão e cumpriu seu dever como representante de classe.

É lamentável que, o outrora vítima de perseguição, sob o mesmo tipo de acusação, quando coordenou uma fase da investigação da Operação Catarse, que apurou denúncias contra o então Govenador Mauro Carlesse, ainda em 2019, se valha agora de sua “caneta” para perseguir servidor e líder sindical no exercício de seus direitos legais.
Outro fato estranho e que gera ainda mais repugnância na categoria que representamos é a celeridade com que tal procedimento tramita no órgão correcional, que, desta forma, denota clara utilização da máquina administrava para a intimidação e perseguição de legítimos representantes sindicais, desvirtuando o nobre papel de uma Corregedoria, que deve atuar de forma isonômica, independente de cargos ocupados, mas não parece ser este o animus que tem movido as ações do Corregedor e do Secretário de Segurança Pública, ambos ocupante do cargo de delegado.

É delicado o momento que passa a Polícia Civil tocantinense, não por falta de entendimento e conflito de interesses entre seis cargos da Instituição e os delegados, mas pela vexatória e lamentável conduta de gestores que se arvoram em utilizar seus cargos de confiança, mas ainda, sim, cargos públicos, para a busca de conquista de vantagens salariais que devem ser discutidas no âmbito político e não administrativo, estando suas atitudes pondo em xeque os interesses da Instituição e da própria sociedade.

As entidades sindicais subscritoras desta nota jamais se calarão mediante atitudes tão mesquinhas e autoritárias, de quem quer que seja que patrocine o vilipêndio dos interesses de nossa Instituição, especialmente quando o foco é calar as vozes daqueles que, com coragem expressam suas opiniões contra atos de injustiça ou qualquer outro posicionamento que não lhes sejam vedados pelo texto constitucional e, da mesma forma defenderemos aqueles que com compromisso atuam na defesa dos interesses dos honrados homens e mulheres que compõem os quadros de nossa Polícia Civil.

Ademais, esforços destas entidades e de outras nacionais e, se necessário, internacionais irão concentrar-se contra injustiças e atitudes antidemocráticas, responsabilizando civil e criminalmente, quando couber, os envolvidos em crimes de abuso de autoridade o que, para nós, se consagra com a instauração da sindicância contra o líder sindical Dalberto Júnior e qualquer outro que seja perseguido pelo exercício de seus direitos legais e constitucionais.

Atitudes como esta só mostram o desrespeito da cúpula atual da SSP para com os seus integrantes, homens e mulheres de caráter, abnegação e responsabilidade com a segurança da sociedade tocantinense.

Palmas-TO, 26 de janeiro de 2022

Suzi Francisca Silva – SINPOL TO
Silvio Marinho Jaca – SINDIPERITO
Marco Augusto Albernaz – AGEPOL
Vladya Aline Souza – AEPTO
Leyza Machado Coelho – ASPOL
Elane Tomaz – AANETO
Naides César – ASPA
Priscilla Bittar – FEAPOL TO
Neuma Kelen Carneiro Silva – FEPOLNORTE
Marcilene Lucena – FEIPOL CON
Ubiratan Rebello – COBRAPOL


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