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Responsável pela Operação Expurgo, delegado Bruno Boaventura recebe Título de Cidadão Araguainense

Responsável pela Operação Expurgo, delegado Bruno Boaventura recebe Título de Cidadão Araguainense
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À frente da Delegacia Regional de Araguaína durante a Operação Expurgo, o delegado Bruno Boaventura recebeu na quinta-feira, 13, o reconhecimento da Câmara de Vereadores e foi agraciado com o Título de Cidadão Araguainense. O servidor foi indicado à homenagem ainda em 2018 pelo vereador Divino Júnior Nascimento (Pros).

“Recebi esse título e devo a honra à Polícia Civil de Araguaína e aos meus colegas. Durante o período que estive à frente, como Delegado Regional, fui líder de uma equipe muito bem qualificada, uma somatória que possibilitou essa conquista. Por isso esse título pertence mais à Polícia Civil do que ao Delegado Bruno”, afirma Bruno Boaventura.

Presidente do Sindicato dos Delegados do Tocantins (Sindepol), Mozart Félix, exaltou a homenagem ao filiado. “Temos orgulho de dizer que fazemos parte de uma das polícias mais honestas do País, prova disso é o reconhecimento por parte do poder público do excelente trabalho realizado pelo Bruno Boaventura”, comentou o sindicalista.  

Relembre
O delegado ganhou notoriedade com a Operação Expurgo, que investigou o depósito irregular de lixo hospitalar em Araguaína e em Wanderlândia. A ação resultou no indiciamento dos advogados João Olinto e Luiz Olinto Rotoli, pai e irmão do deputado estadual Olyntho Neto (PSDB), então líder do governador Mauro Carlesse (DEM) na época.

Após a divulgação da operação, o governo decidiu exonerar Bruno Boaventura da direção de Araguaína junto com todos os outros delegados regionais sob o argumento de economia, o que foi prontamente criticado. O próprio homenageado pela Câmara se manifestou na época. “Entendo isto não como ataque pessoal, mas um ataque à instituição. O argumento de contenção de gastos é um absurdo”, falou ao CT.

Desde então o governo estadual tem tomado medidas que tem desagradado a categoria, como os novos Estatuto e Manual de Procedimentos da Polícia Civil, que o Sindepol avaliou na época “uma verdadeira imposição de cabresto”. A mais recente foi a criação da Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), que será coordenada por alguém de nomeação direta do governador.


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