CLEBER TOLEDO
Atender a sociedade com um espaço de comunicação apartidário, focado na cidadania e comprometido com o desenvolvimento regional.

Rafael Dias / O maior meio de comunicação inventado pelo homem?

Rafael Dias / O maior meio de comunicação inventado pelo homem?
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Você deve estar se perguntando. Como assim? E a internet? Afinal entre os diferentes meios de comunicações existentes, tem aqueles de maior preferência, dentre os favoritos, temos sim a internet.

Todavia, TV e rádio não deixaram de ter impacto na sociedade. Dentro de diferentes contextos e necessidades, cada um desses meios supre as demandas do público. 

Segundo pesquisa realizada via Google, “A internet é o segundo meio de comunicação usado mais freqüentemente pelos brasileiros, atrás da televisão e à frente do rádio, segundo a primeira edição da “Pesquisa Brasileira de Mídia 2014 – Hábitos de Consumo de Mídia pela População Brasileira”. Assim percebe-se, o rádio sendo o primeiro meio de comunicação mais utilizado. 

É fácil volver os olhos ao passado no tocante à audiência, o rádio foi a principal ferramenta de comunicação de massa do Brasil, entre 1930 e o início da década de 1960. Vale ressaltar, a não existência de televisão, computador ou até mesmo telefone celular, no tocante a telefonia, o telefone fixo era acessível a poucas famílias, havia uma morosidade grandiosa acerca das noticias, quem podia lia jornais. É forçoso constatar, dois terços da população brasileira era analfabeta.

Fiz a seguinte indagação em meu Instagram particular. O que te faz ligar o rádio todos os dias? E todas as respostas tinham as seguintes palavras: simpatia, carisma, atenção do radialista. 

Em toda a historia do rádio, tivemos comunicadores fabulosos que fizeram a diferença no rádio, por exemplo, meus amigos pessoais Edelson Moura e Clayton Aguiar

RAFAEL DIAS É bacharel em direito, músico e radialista

Ou seja, o comunicador é peça principal de qualquer emissora. O SBT não teria a mesma audiência sem o Silvio Santos, quando pensamos na emissora Sistema Brasileiro de Televisão tão logo vem em nossa mente a imagem do Senor Abravanel. 

Em toda a historia do rádio, tivemos comunicadores fabulosos que fizeram a diferença no rádio, por exemplo, meus amigos pessoais Edelson Moura e Clayton Aguiar, ambos estiveram a frente da Rádio Nacional juntamente com a Márcia Ferreira, e que tiveram uma importância grandiosa na divulgação das primeiras ações do Estado do Tocantins, o restante do norte-goiano, e todo o Brasil passou a tomarem ciência da criação do Tocantins.

No domingo, 22, comemorou-se o Dia do Radialista sendo sua data oficial no Brasil em 7 de novembro, homenagem ao radialista e compositor Ary Barroso, que nasceu em 7 de novembro de 1903.

Por outro lado, em 21 de setembro também se comemora o Dia do Radialista. Isso acontece porque o dia já era comemorado em setembro até que alei nº 11.327, de 27 de julho de 2006, instituiu a nova data.

Com intuído de homenagear alguns dos principais radialistas do Brasil, fiz uma lista de minha preferência, aos quais considero grandiosos comunicadores brasileiros:

Clayton Aguiar
Cantor, compositor, radialista e escritor. Uma das personalidades mais importantes de Coromandel-MG. Mais de três décadas dedicadas à área da comunicação, fez inúmeros sucesso pelo Brasil através da Rádio Nacional de Brasília, conta que a maior experiência com o meio de comunicação é a humana. “Recentemente, um ouvinte me disse que deve a mim a formação do seu caráter, foi muito emocionante. O rádio dá uma intimidade, as pessoas passam a ter a gente como amigos íntimos que nunca se conheceram”, conta o apresentador do Programa Clayton Aguiar.

Eli Corrêa
Conhecido como “O homem sorriso do rádio” e, principalmente pelo bordão “Oiiiii, gente!”, apresenta programas de rádio há mais de 40 anos. Nasceu no Paraná e teve sua primeira experiência como locutor quando trabalhava nas Casas Pernambucanas e pediu para falar um pouco no lugar do locutor, passando a ser o locutor oficial da loja. No início de 1970, mudou-se para São Paulo e trabalhou nas rádios São Paulo, Tupi, Record, Globo, América e Capital, onde trabalha atualmente. Eli Correia estreou, em setembro deste ano, como locutor da Top FM em São Paulo

Edelson Moura
Sua passagem pela Rádio Nacional por 23 anos adquirindo conhecimento da profissão. Tornou-se o mais reconhecido na Amazônia e, segundo o Guinness Book, que é o livro dos recordes, é o radialista mais ouvido do Brasil. Aos 11 anos se apresentava em programas de calouros realizados pelo hoje jornalista Euler Ferreira. Na época ganhou prêmios, tendo sido agraciado com o título de melhor cantor mirim da região. Em 1971, mudou para Brasília, onde se dedicou a compor músicas para outros artistas. Foi através da música que chegou ao Rádio, pois ao participar de concursos e festivais, sentiu a necessidade de divulgar os trabalhos entre as emissoras da Capital Federal.

Gil Gomes (1940-2018)
Nasceu em São Paulo (SP), em 1940. Atuou como repórter policial do rádio e da TV. Começou sua carreira na Rádio Progresso, como locutor esportivo passando depois para outras rádios, na mesma função. Passou a ser repórter policial em 1968, quando um caso de agressão sexual aconteceu no prédio onde a rádio em que trabalhava estava instalada e Gil Gomes foi fazer a cobertura do ocorrido. Trabalhou no rádio e na TV, na maioria das vezes narrando crimes. Foi acometido pelo mal de Parkinson e morreu em 16 de outubro de 2018, aos 78 anos

Inezita Barroso (1925-2015)
Ignez Magdalena Aranha de Lima foi cantora, atriz, radialista, apresentadora de TV e professora, tendo se formado em Biblioteconomia. Ganhou o título de doutora honoris causa em folclore e arte digital pela Universidade de Lisboa e o mesmo título em Folclore, pela Unicapital, de São Paulo. Inezita começou no rádio em 1952, quando já era famosa como cantora e atriz de cinema. Sua primeira participação foi cantando na inauguração da rádio Nacional de São Paulo. Em 1987, estreou o programa Mutirão, na rádio USP, apresentando artistas da música tradicional caipira por nove anos. Na rádio Cultura, lançou o programa Estrela da Manhã, que ficou no ar por mais nove anos. Apesar da importante atuação no rádio, no cinema e na pesquisa folclórica, Inezita Barroso ficou mais conhecida pelos 35 anos que passou à frente do programa de TV Viola, Minha Viola, da Cultura. Pouco antes de sua morte, foi eleita para a Academia Paulista de Letras

Milton Neves
Nasceu em agosto de 1951. Começou a trabalhar como radialista na Rádio Continental de Muzambinho (MG), sua cidade natal. Trabalhou na Rádio Colombo, em Curitiba (PR), na Jovem Pan de São Paulo (SP) e na Rádio Oscar Monchito, de Goiânia (GO). Radialista especializado em esportes, atualmente trabalha na Rádio Bandeirantes AM e na BandNewsFM

Paulo Barboza (1944-2018)
Começou a trabalhar como radialista em Petrópolis (RJ), em 1959. Trabalhou nas rádios Record, Globo, América, Capital, Super Rádio Tupi e Rádio ABC, de Santo André (SP). Na TV, passou pelas emissoras Manchete, Tupi, Record, SBT e Gazeta. Morreu vítima de um infarto fulminante em 16 de abril de 2018, aos 73 anos

Rubens Moraes Sarmento (1922-1998)
Nascido em Campinas, começou sua carreira no rádio aos 15 anos, na Educadora de Campinas. Seguiu pela rádio Cultura, em São Paulo, rádio Cosmos, Tupi, Bandeirantes, TV Bandeirantes, TV Record, TV Cultura e Rádio Capital. Apresentou por 22 anos (de 1958 até 1980), o “Programa Moraes Sarmento”, na rádio Bandeirantes, dedicado à música popular brasileira. Na TV Cultura, apresentou de 1980 até 1991 o programa Viola, Minha Viola. Uma expressão utilizada por muitos daqueles que acompanharam o radialista é: “1900 e Moraes Sarmento”, que faz alusão ao longo tempo de carreira do radialista que morreu em 1998, aos 75 anos

Zé Béttio (1926-2018)
Nasceu em janeiro de 1926. Começou como radialista com um programa de meia hora na Rádio Difusora de Guarulhos, aos sábados. Trabalhou na Rádio Cometa, Rádio São Paulo, passou pela Rádio Record nos anos 70, Rádio Capital nos anos 80 e rádio Gazeta. Voltou à rádio Record onde comandou um programa matinal até o final de 2009. Foi criador dos bordões: “Vamo levantar!”, “Gordo!, oh, gordo!” e “Joga água nele!”. Em 2016 sofreu um AVC. Morreu em 27 de agosto de 2018, aos 92 anos


RAFAEL DIAS
É bacharel em Direito, com duas especializações em Direito Público com ênfase em Administrativo, Constitucional e Tributário – Estado de Direito e Combate à Corrupção – Radialista – Comunicador/Apresentador no Programa Rafael Dias – Cantor, Músico e Compositor – ex-integrante do trio Os Canarinhos do Brasil, criador e ex-maestro da 1ª Orquestra Sanfônica do Tocantins “Amor Perfeito”
@rafaeldiassp
programarafaeldias@gmail.com


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