A Polícia Federal (PF) cumpriu um mandado de busca e apreensão contra um um assessor da Procuradoria-Geral da República (PGR) no âmbito da Operação Sisamnes, que investiga suposta rede clandestina de monitoramento, comércio e repasse de informações sigilosas sobre o andamento de investigações sensíveis supervisionadas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). A ação é mantida em sigilo, conforme informações da revista Piauí.
SERVIDOR SUSPEITO DE VAZAR INFORMAÇÕES
Conforme o veículo, Felipe Alexandre Wagner é apontado como suspeito de vazar informações de dentro da PGR para investigados no Tocantins. Ele havia sido mencionado em um diálogo entre pessoas investigadas. Fontes ligadas ao caso informaram que foram apreendidos celular e notebook do servidor. A Piauí ainda informa que a PGR decidiu exonerar o funcionário do cargo comissionado, mas a informação ainda não foi publicada no Diário Oficial da União.
ENTENDA
Originalmente, a Operação Sisamnes foi deflagrada em novembro do ano passado em Mato Grosso, Pernambuco e Distrito Federal. Entretanto, a investigação sobre vazamento de informações de processos sigilosos do STJ atingiu em cheio o Tocantins na 9ª fase. A ação chegou a resultar na prisão do advogado Thiago Barbosa, sobrinho do governador afastado Wanderlei (Republicanos), e também do prefeito Eduardo Siqueira Campos (Podemos), ambos já liberados.
RELAÇÃO COM ASSESSOR
Felipe Alexandre Wagner havia sido mencionado em um diálogo interceptado entre Eduardo Siqueira e Thiago Barbosa de Carvalho. A conversa, que se deu em 26 de junho de 2024, aborda o vazamento de informações sigilosas das operações “Fames-19” e “Maximus”, que tramitavam no Superior Tribunal de Justiça (STJ).











