ALFINETADA EM LAUREZ

Em Palmeirópolis na sexta-feira, 20, o presidente da Assembleia e pré-candidato a governador, Amélio Cayres (Republicanos), deu cutucadas em um de seus principais adversários desta pré-campanha. O alvo foi o vice-governador e também governadoriável, Laurez Moreira (PSD). Amélio disse em seu discurso havia sido feito um planejamento com a gestão Wanderlei Barbosa (Republicanos) para o lançamento de obras de uma escola por semana pelo Estado. “E infelizmente isso foi interrompido, e foram aí, sei lá, 4 semanas, 12 semanas de atraso”, afirmou em referência ao tempo em que Laurez ficou no comando do Palácio, entre setembro e dezembro do ano passado.
CARAVANA
Contudo, o presidente da Aleto disse que será feito “um mutirão, uma caravana de lançamento de obras”. “Que vai dar em torno de quase 200 obras”, avisou.
DETALHE 1
Um detalhe importante: essa agenda em Palmeirópolis ocorreu final da tarde de sexta, depois da conversa entre Amélio e Wanderlei, pela manhã, na chácara do governador em Paranã. Nesse encontro dos dois, Wanderlei reafirmou ao presidente da Aleto que vale o conversado do início de 2025, quando Amélio foi apontado pelo governador como o nome do Republicanos para a chapa majoritária palaciana. O que significa que o deputado poderia ser candidato a governador, vice ou a senador.
DETALHE 2
Outro detalhe: na agenda de Palmeirópolis estava o senador Eduardo Gomes (PL), mas não seus companheiros de majoritária que tenta se afirmar como o trio oficial do Palácio, a senadora Dorinha Seabra Rezende (UB), pré-candidata ao governo, e o deputado federal Carlos Gaguim (UB), pré-candidato ao Senado.
DORINHA FECHOU OS SINAIS

Ao reafirmar, nesta segunda-feira, 23, a sua pré-candidatura a governador e descartar, ao site Gazeta do Cerrado, a possibilidade de aceitar vaga de vice da senadora Dorinha — “possibilidade zero, menos do que zero”, afirmou — , Amélio fez um contundente desabafo. Segundo o deputado, Dorinha “nunca teve diálogo”. E emendou: “Ela nunca me ligou, nem para dar condolências pela morte do meu irmão [prefeito de Augustinópolis, Antônio Caires de Almeida, o Antônio do Bar, em outubro]. Então, é uma pessoa que hoje fechou os sinais. Mas as minhas portas continuam abertas. Se eu achar alguma porta aberta, pode ter certeza que estarei pronto para conversar”.
NÃO VEIO PARA EXPLICAR, MAS PARA CONFUNDIR

Depois de Gomes ter garantido no carnaval que o trio que forma com Dorinha e Gaguim estava definido para ser os candidatos palacianos na majoritária e de Wanderlei contradizê-lo, recolocando Amélio na disputa, o que mais se ouviu nesse final de semana é que o governador adotou a filosofia do saudoso Chacrinha para esta pré-campanha: “Eu vim para confundir, não para explicar”, dizia um dos principais bordões de Abelardo Barbosa, o Chacrinha, nosso “Velho Guerreiro”.
A RENÚNCIA ESTÁ NO AR?
Assim, uma constatação foi constante em todas as fontes ouvidas pela coluna: “A renúncia está no ar”. Será? Wanderlei tem assegurado em todas as oportunidades que ficará à frente do governo até dezembro.
NÃO RENUNCIA
Contudo, em evento no Palácio, na manhã desta segunda-feira, 23, o governador voltou a garantir que não renuncia. Ele assegurou aos prefeitos que ficará no governo até o último dia, em 5 de janeiro de 2027, e que entregará o Estado em melhores condições do que o encontrou.
Assista:
NÃO SE POSICIONA

Convidado especial do lançamento do Lide Tocantins, em Araguaína, na quinta-feira, 19, o governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), preferiu não se posicionar sobre possíveis alianças eleitorais no Tocantins. Apesar de, no Estado, o partido dele ter um pré-candidato a governador, o atual vice Laurez Moreira, e um senador que vai à reeleição, Irajá.
PSD-TO COM LULA
Por outro lado, o PSD tocantinense não tem falado do nome de Caiado para presidente. Muito longe disso. O partido se movimenta para formar uma Frente Popular com PSB, PDT e possivelmente com o próprio PT para dar um palanque competitivo ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Estado.
ADMIRAÇÃO ENORME
Agora Caiado rasgou elogios ao prefeito de Araguaína, Wagner Rodrigues (UB). “Tenho uma admiração enorme por esse prefeito. Wagner é um gestor que sabe conciliar sua capacidade de trabalho junto com a humildade que tem de saber dos problemas de cada uma das pessoas do município dele”, afirmou o governador de Goiás e presidenciável. “Essa é a característica do bom político. Tem a coragem de dizer o sim, tem a coragem de dizer o não. Tem a capacidade de lutar por aquilo que a população espera dele.”
SOMOS REBATE CAIADO

A visita de Caiado ao Tocantins ainda gerou nota do coletivo Somos. Isso porque o presidenciável do PSD afirmou em Araguaína que o governo federal, comandado por seu adversário histórico, o presidente Lula — os dois já se enfrentaram na primeira eleição presidencial pós-ditadura, em 1989 –, “não tolera o setor rural”. A vereadora de Palmas ThamiresLima (PT), porta-voz do Somos, com base em dados oficiais divulgados pela Presidência da República e pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), rebateu o governador goiano.
MAIOR VOLUME
Thamires lembrou que no dia 30 de junho, Lula lançou, no Palácio do Planalto, o Plano Safra da Agricultura Familiar 2025/2026, que prevê R$ 89 bilhões em recursos públicos destinados ao fortalecimento da agricultura familiar em todo o país. Segundo os dados oficiais do governo federal, esse é o maior volume já destinado à agricultura familiar na história do Brasil, superando os R$ 76 bilhões anunciados na safra anterior (2024/2025).
R$ 78,2 BI PARA AGRICULTURA FAMILIAR
Desse total, R$ 78,2 bilhões eram destinados exclusivamente ao crédito rural por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Os demais recursos integram políticas públicas estruturantes do próprio Plano Safra, como assistência técnica e extensão rural (ATER), seguro agrícola, garantia de preços mínimos, compras públicas e formação de estoques alimentares.
QUEM COLOCA COMIDA NA MESA
Para a parlamentar, enquanto Caiado “tenta construir um discurso de abandono do campo”, os dados oficiais do próprio governo federal mostram que estão sendo destinados R$ 89 bilhões para a agricultura familiar. “Que é quem coloca comida de verdade na mesa da população brasileira. Isso é política pública concreta, não narrativa eleitoral”, alfinetou Thamires.
SER ESTIMADO E SER ÚTIL

Nas redes sociais, o ex-secretário-executivo da Educação do Tocantins Éder Martins Fernandes, o Edinho Fernandes afirmou que, com a perda dos holofotes — foi retirado do cargo e chegou a ser preso no ano passado, durante a Operação Overclean da Polícia Federal, que investiga fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro –, aprendeu, “da forma mais dura e necessária que existe, uma diferença gigante entre ser estimado e ser útil”. “Muitos de vocês me acompanharam em cargos de destaque, em momentos de visibilidade, e decisão. Naquela época, gente, o telefone não parava. Eram convites, tapinha nas costas, elogios constantes e uma multidão que parecia nunca diminuir”, disse Edinho.
BAJULAÇÃO DÁ LUGAR AO VÁCUO
Em seguida, ele avaliou que “muitas vezes as pessoas não estavam seguindo a mim, mas a cadeira que eu ocupava”. “Eles não curtiam quem eu era, mas o que eu podia oferecer ou a influência que eu representava. Quando as luzes se apagam, quando o cargo se vai, o silêncio se instala, acontece o fenômeno de limpeza”, concluiu. “É o momento em que a bajulação dá lugar ao vácuo. […] Eu percebi que perder números não é perder valor. Aqueles 100 ou 200 seguidores que saíram [de suas redes sociais], ou as centenas de curtidas que sumiram, eram apenas pessoas que só sabiam lidar com o meu brilho, mas não tinham estrutura para caminhar comigo na minha humanidade. Ficaram os poucos, mas ficaram os verdadeiros. Ficaram aqueles que me veem como pai, como amigo, como um homem de Deus, e não como um título no Diário Oficial”.
Assista
FRASE DO DIA

“O Amélio tem projetos como a senadora [Dorinha] tem. São projetos que podemos acomodar cada um no seu devido lugar.”
Wanderlei Barbosa, governador, ao site Gazeta do Cerrado, ao negar divisão do grupo governista para composição da majoritária palaciana.

















